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Cobiçado por terroristas, novo Toyota Land Cruiser não pode ser vendido por donos

Toyota cria contrato com penalidades e multas para evitar que os donos do novo Land Cruiser negociem o SUV 4x4 antes do primeiro ano de uso

Jady Peroni, Especial para o Jornal do Carro

07 de ago, 2021 · 5 minutos de leitura.

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Nova geração do SUV Toyota Land Cruiser só poderá ser vendida por seus donos após 1 ano de uso
Crédito:Toyota/Divulgação

O novo Toyota Land Cruiser vem fazendo um grande sucesso no Japão desde seu lançamento, em julho de 2021. A nova geração do SUV grande, que está fora do mercado brasileiro desde 2009, na versão Prado, já contabiliza mais de 22 mil pedidos por lá. Entretanto, quem se interessar em comprar esse modelo, precisará assinar um contrato minucioso. E afirmar que não venderá o veículo durante um ano!

Segundo o site japonês, Creative Trends, a fabricante tomou essa atitude a partir de uma investigação feita pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Assim, o gabinete que administra o tesouro público do país concluiu que organizações terroristas têm um forte interesse no utilitário. Por causa disso, acabam conseguindo comprá-lo através da revenda.

Da mesma forma que o Land Cruiser, a picape Hilux também está na lista de interesses de organizações terroristas. E o motivo é simples: ambos são carros com capacidade off-road. Ou seja, tem características especiais que facilitam ultrapassar rapidamente diversos tipos de terrenos, com tração nas quatro rodas.

A versão LC300 do Land Cruiser possui, nesse sentido, uma lista generosa de tecnologias que envolvem desde alerta de obstáculos em estradas escuras, até um seletor automático de terreno. Da mesma forma, embaixo do capô, tem um motor V6 diesel biturbo de 300 cv.

Toyota Hilux Invencible X
Divulgação/Toyota UK

Como funciona o contrato?

No ato da compra, o cliente deve assinar um documento contratual que especifica a proibição de repassar o veículo durante um ano. Esse período foi estabelecido pela Toyota, pois, de acordo com a marca japonesa, é o tempo necessário para que a empresa e as autoridades monitorem as unidades emplacadas do modelo.

Contudo, caso o contrato seja quebrado de alguma forma, o proprietário não poderá realizar outras compras na montadora por tempo indeterminado.

De acordo com a Toyota, caso os veículos caiam em mãos erradas, existe um enorme risco de ter violação das leis de comércio internacionais. Além disso, reforçam que é uma questão de segurança global.

Segundo a marca japonesa, até mesmo concessionárias que revenderem o modelo podem enfrentar problemas como, por exemplo, multas e processos contra a própria loja e o cliente. Por isso, estão proibidas a encomenda de novas unidades da versão.



Outro motivo

Um outro motivo preocupa a Toyota nessa questão da revenda. Em alguns lugares, o SUV está sendo muito cobiçado e o contrato também evita que os proprietários revendam para lucrar.

A fabricante disse que está fazendo de tudo para vender o carro apenas para os clientes que realmente vão utilizar o veículo.

Apesar de o modelo ainda ser lançado em outras regiões, vale lembrar que o Land Cruiser LC300 não virá para o Brasil. Aqui, o SW4 ocupa o lugar na versão topo de linha, ao preço de R$359.790.

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