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Montana tem produção encerrada no Brasil para dar lugar à nova geração
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Montana tem produção encerrada no Brasil para dar lugar à nova geração

Montana tinha vendas baixas na Argentina e, com a falta de atualização, já havia deixado de ser oferecida por lá. Produção no Brasil parou em 30 de abril

Emily Nery, para o Jornal do Carro

10 de mai, 2021 · 5 minutos de leitura.

chevrolet montana
Chevrolet Montana ainda utiliza a antiga plataforma do Agile, que saiu de linha; picape teve somente 6.654 unidades emplacadas em 2020
Crédito:Chevrolet/Divulgação

A Montana deixou de ser feita no Brasil. Aliás, dias antes do anúncio da produção da nova Montana, a picape veterana já havia saído de cena na Argentina. Seja como for, a GM não fez um anúncio oficial, mas a picape parou de ser feita no dia 30 de abril.

Assim, para de ser vendida aqui também. Portanto, as últimas unidades são as que estão nos estoques das concessionárias.

A Montana estava na Argentina desde 2011. Contudo, sua situação não era das mais favoráveis. Se no Brasil temos a Fiat Strada como líder de vendas do segmento, na Argentina são as picapes médias que dominam o mercado. A Toyota Hilux, por exemplo, foi o veículo mais emplacado no país vizinho em 2020.


Chevrolet Montana interior nova
Desde 2011 que picape não passava por atualizações profundas no visual, motorização ou na lista de equipamentos

Ou seja, no ano passado teve 184 emplacamentos. Nesse interim, a Hilux emplacou 19.064 unidades. Da mesma forma, no Brasil as vendas da Montana não iam bem. Nesse sentido, a Chevrolet emplacou apenas 6.654 Monta em 2020. Logo, a picapinha derivada do Agile ficou apenas na 58ª posição no ranking geral. Segundo dados da Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionárias. Para comparação, a Fiat Strada e a VW Saveiro somaram, respectivamente, 80.041 e 30.965 unidades no ano passado.

Vendas já foram bem melhores

Seja como for, a picape que surgiu baseada no Corsa e, posteriormente, passou a fazer parte da linha Agile, já viveu dias melhores. Dessa forma, seu melhor momento foi em 2012. Ou seja, naquele ano, a Montana foi o terceiro comercial leve mais emplacado no Brasil. Assim, somou 48.471 mil vendas.


Porém, na Argentina a Montana nunca chegou a esse patamar. Ou seja, para a Chevrolet, o protagonismo sempre foi da S10. Da mesma forma que no Brasil, o melhor ano de vendas da picapinha por lá foi 2012. Porém, estamos falando de apenas 3.229 unidades. Ou seja, bem menos que as 23 mil Hilux e 7 mil S10 emplacadas no mesmo ano.

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Derivado do Agile, Montana herdava características visuais e motor 1.4 Foto: Chevrolet/Divulgação

Diferentemente do Brasil, onde tinha motor 1.4 flexível de até 99 cv de potência, a Montana vendida na Argentina tinha o 1.8 apenas a gasolina. O quatro-cilindros veterano gera 106 cv.


Além de manter motores antigos, a Montana não recebia atualizações importantes há cerca de dez anos. Ou seja, manteve também o visual, com dianteira igual à do Agile. Bem como a lista de equipamentos enxuta. No mesmo sentido, era um dos poucos veículos da GM vendidos na região sem controle de estabilidade.

Seja como for, na Argentina a Montana era oferecida em duas versões: LS, por cerca de R$ 73 mil e LS Pack, por uns R$ 78 mil. Ou seja, esses valores foram calculados com base na conversão direta do peso para o real, sem impostos. No Brasil, a picape era vendida apenas na configuração LS e tinha preço sugerido de R$ 78.790.



Vai sair de linha no Brasil?

Com o anuncio da produção da nova Montana no Brasil, é uma questão de tempo para a atual geração ser descontinuada.


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