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Em janeiro, Fiat lidera com quase 20% do mercado e Peugeot entra no top 10
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Em janeiro, Fiat lidera com quase 20% do mercado e Peugeot entra no top 10

GM tenta se recuperar, mas fica em segundo com larga diferença da Fiat; Peugeot tira Caoa Cherry do top 10 com 4 mil emplacamentos em janeiro

Jady Peroni, especial para o Jornal do Carro

08 de fev, 2022 · 6 minutos de leitura.

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Picape Strada segue sendo decisiva na liderança da Fiat
Crédito:Fiat/Divulgação

O início de ano não foi dos melhores para a indústria automotiva e, logo de cara, janeiro já apresentou uma queda nas vendas de 31,64% em relação a dezembro. Isso depois de um crescimento modesto registrado 2021, em relação à 2020, devido à alta nos valores dos 0-km, ocasionada pela valorização do dólar e a falta de componentes eletrônicos, que voltou a assombrar o setor. O recuo preocupa, mas algumas marcas, como Fiat e Peugeot, encontram motivos para celebrar.

A Fiat, que ultrapassou a Chevrolet e tomou o primeiro lugar no ranking de vendas no mercado brasileiro em 2021, permanece na frente com folga. No total, a marca fechou o mês com uma participação de praticamente 20% no mercado, com um total de 23.299 unidades emplacadas.

Logo atrás, tentando se reerguer aos poucos, vem a General Motors. Tentar retomar o lugar mais algo do pódio não será uma tarefa fácil - visto que a picape Strada vem garantindo um bom espaço para a Fiat no mercado.


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Chevrolet/Divulgação

Cabe lembrar que boa parte da "culpa" dessa mudança foi a inatividade da planta de Gravataí (RS), que ficou quase seis meses parada por falta de chips e, desse modo, afetou fortemente as vendas do então líder Chevrolet Onix. O modelo, inclusive, liderou o ranking de dezembro, com 11.529 carros entregues. No entanto, em janeiro, a marca vendeu menos da metade e ficou em 3° lugar no ranking.  

Fechando o top 5, vem a Volkswagen em terceiro lugar e a Hyundai em quarto. Aqui, seguindo os passos de 2021, a montadora sul-coreana manteve o hatch HB20 na ponta entre os automóveis. E, por fim, o quinto lugar fica com a Jeep e sua dupla de SUVs Compass e Renegade.




Peugeot entra no top 10

Apesar de não trazer grandes mudanças no primeiro mês do ano, uma grande surpresa foi a posição da Peugeot, que ocupou o nono lugar no ranking das marcas. De acordo com a Fenabrave, a montadora francesa emplacou 4.083 e, com isso, passou a Nissan, que acabou ficando na 10° posição.

Com essas mudanças, a Caoa Cherry foi jogada para o 11° lugar com cerca de 3 mil vendas. No ano passado, a marca, que tem como carro-chefe o SUV Tiggo 5X, conseguiu alcançar os dez primeiros nas vendas gerais. Portanto, pode ser uma grande peça nessa nova fase.

DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Confira o top 20 no ranking das marcas (automóveis + comerciais leves)

  • 1°) Fiat: 23.299 (19,98%)
  • 2°) GM: 13.104 (11,24%)
  • 3°) Volkswagen: 13.082 (11,22%)
  • 4°) Hyundai: 12.581 (10,79%)
  • 5°) Jeep: 11.352 (9,74%)
  • 6°) Toyota: 9.980 (8,56%)
  • 7°) Renault: 8.528 (7,31%)
  • 8°) Honda: 4.728 (4,05%)
  • 9°) Peugeot: 4.083 (3,50%)
  • 10°) Nissan: 3.469 (2,98%)
  • 11º) Caoa Chery: 3.131 (2,69%)
  • 12º) Citroën: 2.488 (2,13%)
  • 13º) Ford: 1.473 (1,26%)
  • 14º) Mitsubishi: 1.229 (1,05%)
  • 15º) BMW: 656 (0,56%)
  • 16º) Mercedes-Benz: 521 (0,45%)
  • 17º) Audi: 470 (0,40%)
  • 18º) Volvo: 445 (0,38%)
  • 19º) Land Rover: 335 (0,29%)
  • 20º) Kia: 321 (0,28%)

Mercado sofre queda

A combinação de alguns fatores provocou a queda abrupta, na avaliação da própria entidade. "A alta nas taxas de juros restringiu a aprovação de crédito para financiamentos", afirma José Maurício Andreta Jr, presidente da Fenabrave, em nota. "Também tivemos uma queda na renda do consumidor, pelo aumento da inflação, em que pese tenhamos tido melhora dos níveis de emprego no país."

Semicondutores são peças necessárias para o funcionamento de todo o sistema eletrônico de um veículo
Reprodução/Reuters

Além disso, Andreta Jr. lembra que janeiro já apresenta uma natural queda nas vendas, uma vez que a renda familiar fica mais comprometida no início do ano, em função do pagamento de impostos e gastos escolares. Os baixos estoques, ainda fruto da crise dos chips, também não ajudam.


A Fenabrave também leva em conta outros fatores na explicação para a queda na venda de carros no mês de janeiro, ocorrências que provocaram a redução nas visitas dos potenciais clientes às concessionárias. Em primeiro lugar, o avanço da variante Ômicron; já em segundo lugar, as fortes chuvas que castigaram boa parte do País.

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