ferrari purosangue 08
Diogo de Oliveira/Estadão

Ferrari registra patente de motor seis cilindros a hidrogênio...invertido

Novo conjunto motriz registrado pela Ferrari pode utilizar hidrogênio e disposição inédita em sua produção, mantendo a combustão na marca

Por Rodrigo Tavares 30 de mar, 2024 · 4m de leitura.

Mesmo com um modelo totalmente elétrico em desenvolvimento, a Ferrari parece disposta a não ser 100% elétrica. Uma patente registrada pela marca recentemente, dá a entender que o futuro ainda contará com seus esportivos movidos a combustão. A diferença (e novidade) da notícia está no desenho e propulsão desse motor: hidrogênio.

Segundo o site AutoGuide, patentes foram registradas em países como EUA, China, Japão e também na União Europeia, por Fabrizio Favaretto, que está na Ferrari há cerca de 24 anos, de acordo com seu LinkedIn. Trata-se de uma unidade seis cilindros em linha, formato que a marca não utiliza em seus carros desde os anos 1950, por exemplo.

Escritório de Patentes Europeu/Reprodução
Escritório de Patentes Europeu/Reprodução

A razão para trazer de volta o conjunto é o tamanho. Desta forma, será possível dividir espaço com tanques de hidrogênio, usados para mover o modelo. Entretanto, a disposição do novo motor é estranha, mesmo em posição central. Seu virabrequim ficará virado para cima, e os cabeçotes dos cilindros para baixo. Isso, segundo o Motor1, permitira colocar a transmissão em uma posição mais alta, abrindo espaço para um difusor traseiro muito mais agressivo.

Novo motor Ferrari pode utilizar tecnologia da F1

Além disso, as mudanças manteriam o entre-eixos curto no futuro esportivo, privilegiando a dirigibilidade. E as inovações não param por aí. O conjunto, por exemplo, pode usar compressores movidos por motores elétricos, utilizando a energia advinda de frenagem regenerativa. Outra ideia é um sistema semelhante às unidades MGU-H da F1.

Escritório de Patentes Europeu/Reprodução
Escritório de Patentes Europeu/Reprodução

O sistema utiliza o excesso de calor do escapamento para acionar uma turbina, que então converte a energia térmica em energia elétrica. Outro sistema utiliza um par de compressores mecânicos, comandados pela transmissão de dupla embreagem ao invés de uma correia. De fato, são muitas opções.

Entretanto, apesar de complexo, isso não significa que veremos um supercarro híbrido da Ferrari biturbo, com motor invertido e movido a hidrogênio, mas sim que a ideia existe. A marca se esforça para manter seus famosos esportivos a combustão nas ruas, e esse complicado conjunto deixa isso bem claro.


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