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Great Wall confirma primeiro lançamento no Brasil: será o SUV Haval H6
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Great Wall confirma primeiro lançamento no Brasil: será o SUV Haval H6

Com promessa de até 200 km de autonomia, Haval H6 terá opção híbrida e híbrida plug-in no Brasil; Great Wall terá mais 10 lançamentos até 2025

Jady Peroni, especial para o Jornal do Carro

06 de abr, 2022 · 7 minutos de leitura.

GWM Haval H6
Haval H6 terá conjunto híbrido plug-in inédito no mercado brasileiro
Crédito:GWM/Divulgação

Após meses de especulações, a Great Wall Motors confirmou qual será seu primeiro produto no Brasil. Estamos falando do Haval 6, SUV médio que virá com opções de motorização híbrida e híbrida plug-in. Inicialmente, o modelo, que já está na sua terceira geração, será importado da China e tem a promessa de ser o veículo híbrido com a maior autonomia em modo elétrico, chegando a 200 km.

Tal como antecipado pelo Jornal do Carro, o H6 faz parte do plano estratégico da Great Wall de lançar 10 modelos até 2025. Ele representa uma das três marcas que virão ao País. São elas: Haval (SUVs inteligentes), Tank (SUVs de luxo com capacidade off-road) e Poer (Picapes inteligentes). "O lançamento do Haval H6 será um marco da eletrificação no mercado brasileiro", afirmou em nota Oswaldo Ramos, Chief Commercial Officer (CCO) da GWM Brasil.

Porte de Tiggo 8 e Tiguan Allspace

De acordo com a montadora chinesa, o H6 faz grande sucesso no segmento de utilitários esportivos médios na China. Por aqui, ele promete desafiar modelos como Caoa Chery Tiggo 8, Toyota RAV4 e VW Tiguan Allspace. Isso porque, segundo a Great Wall, o modelo tem dimensões generosas, com 4.653 mm de comprimento, 1.886 mm de largura e 2.738 mm de distância entre-eixos.


Great Wall Haval H6
Divulgação/Great Wall

Híbrido plug-in inédito

O Haval H6 PHEV (sigla para híbrido plug-in) é um projeto recente. Portanto, não faz parte do mercado de nenhum outro lugar do mundo, fazendo com que o Brasil seja o primeiro com a tecnologia inédita. Inclusive, a primeira unidade do SUV, que desembarcou neste mês na fábrica de Iracemápolis (SP), já circula camuflada em testes nas ruas do País.

Para se adaptar ao gosto do consumidor brasileiro, a GWM confirmou que será uma longa programação de testes com diversos protótipos. Assim, estes vão orientar a nacionalização do projeto global. Entre as diversas modificações que serão feitas no veículo, o destaque vai para os ajustes na motorização, que visam obter uma maior eficiência com o combustível local.


Além disso, o SUV também vai passar por uma alteração na suspensão para, segundo a marca, suportar as condições das estradas e ruas nacionais. Da mesma forma, os ajustes nos recursos de conectividade e conforto, que passarão por adequações para o motorista brasileiro, merecem destaque.  

E o motor?

Em relação ao conjunto mecânico, a GWM promete que a sua plataforma LMN vai entregar o máximo de desempenho atrelado à sustentabilidade. Ou seja, o conjunto híbrido que está em desenvolvimento para o Brasil é inédito em outros mercados internacionais - e deverá ser flexível. Dessa forma, o maior objetivo é a autonomia que, como dissemos, deverá alcançar até 200 km só com eletricidade.

Sendo assim, o modelo terá configurações exclusivas no conjunto dos motores que, combinados, chegam aos 430 cv de potência e poderosos 77,7 mkgf de torque. Com ele, o SUV poderá realizar uma aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 4,8 segundos. No entanto, ainda não há detalhes sobre qual será o motor a combustão ou sobre a capacidade das baterias.




Divulgação/Great Wall

O que esperar da Great Wall

A GWM fez sua estreia no Brasil em janeiro deste ano. No evento, confirmou que os carros terão alta conectividade e recursos inteligentes. Como, por exemplo, tecnologia 5G, direção semiautônoma (nível 2), inteligência artificial e comandos de voz para várias funções do veículo. No entanto, a empresa deixou claro qual é a sua principal ambição no Brasil: liderar o segmento de veículos sustentáveis. Isso significa que a Great Wall vai vender modelos eletrificados.

Com um investimento de cerca de R$ 10 bilhões, a chinesa anunciou que a meta de produção anual é de 100.000 veículos. Assim, a unidade de Iracemápolis deverá abrir cerca de 2.000 vagas diretas, conforme o plano inicial divulgado pela fabricante.


Por ora, o portfólio da marca no Brasil será composto por híbridos. Mais adiante, virão os carros elétricos, que hoje estão em desenvolvimento. Mas isso acontecerá apenas quando a Great Wall entender que a rede de recarga - na qual também está investindo - já está madura no País. Para um futuro mais distante, o plano já prevê a comercialização de veículos de célula de hidrogênio, que ainda estão em um estágio inicial de pesquisa e desenvolvimento.

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