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Preço alto do carro elétrico leva americanos a optarem por híbridos
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Preço alto do carro elétrico leva americanos a optarem por híbridos

Norte-americanos deixam elétricos de lado e dão preferência aos híbridos por conta dos altos preços e dificuldade de recarga; vendas devem crescer 35% em 2023

Vagner Aquino, especial para o Estadão

10 de out, 2023 · 5 minutos de leitura.

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EUA já tem alta de 20% nas vendas de híbridos só em 2023
Crédito:Kia/Divulgação

Muita gente condena os altos preços dos carros elétricos no Brasil. Entretanto, não é só aqui que esse problema gera entrave nas vendas de modelos movidos a bateria. Nos Estados Unidos, por exemplo, muitos consumidores os deixam de lado e optam por modelos híbridos que, além de mais baratos, são mais versáteis em termos de uso. É tanto que as vendas desse tipo de modelo mais que duplicaram desde 2020 e caminham para um aumento de 35% neste ano.



É fato que os Estados Unidos têm uma vasta lista de pontos de recarga, porém, ainda assim a infraestrutura é considerada precária. Afinal, embora muita gente ainda resista aos elétricos, a demanda por lá é tamanha que os pontos de recarga acabam não dando conta. E não é difícil ver filas de carros para recarregar.

E foi assim que, mesmo os compradores que defendem o uso de carros eletrificados, passaram a optar pelo híbrido. Afinal, poluem menos o meio ambiente quando comparados aos modelos puramente a combustão e, ao mesmo tempo, rendem economia na hora de abastecer porque têm mais autonomia. Tudo, sem a dependência total da rede de recargas trivial dos carros elétricos, que são mais caros.


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Toyota vende híbridos desde a década de 1990 (Toyota/Divulgação)

De olho nessa alta da demanda por híbridos, as fabricantes já começaram a tomar medidas. A Ford, por exemplo, triplicará a produção da picape F-150 Hybrid. Seu preço já baixou e é equivalente ao modelo movido apenas com gasolina - e quase 10% mais barato que a versão totalmente elétrica. Cabe salientar que a picape combina um motor elétrico com um propulsor 3.5 V6, gerando assim 430 cv de potência.

Já a Honda planeja ampliar seu portfólio, com mais modelos híbridos plug-in. Especialmente, o SUV CR-V. Afinal, a marca japonesa atribui esse sucesso ao sistema de motor elétrico duplo (aliados ao motor a combustão e à bateria) que aumenta a potência e a economia de combustível - como também faz a GWM, nas versões mais caras do Haval H6, por exemplo.


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Honda CR-V (Honda/Divulgação)

Números

Há estimativas de que as vendas de híbridos na América do Norte cheguem a 1,4 milhão em 2023. Já os elétricos, devem ficar em 1,2 milhão. O número de modelos híbridos à venda no mercado dos EUA deverá crescer para 369 até 2026. Isso é, a princípio, mais que o dobro dos 164 à venda no país em 2020, segundo a GlobalData - autora da pesquisa.

Outros mercados

Globalmente, espera-se que as vendas de híbridos aumentem 20% neste ano e cresçam 71% nos próximos cinco anos, prevê a GlobalData. E isso é previsto não apenas na Ásia e América do Norte, mas também na Europa, onde as regulamentações favorecem os veículos totalmente elétricos. No Velho Continente, os veículos híbridos devem dar salto de 11% nas vendas neste ano, afirma o estudo.


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