Com o preço do litro da gasolina a mais de R$ 8,00 em alguns estados do País, o jeito para economizar combustível é adotar boas práticas ao volante. São coisas simples, mas que influenciam diretamente no consumo dos carros no trânsito urbano e na estrada.
O primeiro item da lista de prioridades são os pneus. Quando foi a última vez que você os calibrou? Para começar, o recomendado é verificar a pressão semanalmente ou, ao menos, a cada 15 dias. E quem trafega por locais com pavimento ruim, então é fundamental fazer a manutenção periódica, e verificar alinhamento, balanceamento e cambagem. Quando desalinhados, os pneus sofrem desgaste prematuro e pesam no consumo.
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Etanol, diesel e até GNV mais caros
Com o etanol a R$ 6 ou mais, e o diesel e o GNV bem mais caros, bate uma tristeza só de pensar em abastecer. E o que dizer do clássico “completa?” do frentista do posto de combustível? Para te ajudar, o Jornal do Carro traz agora cinco dicas rápidas e infalíveis.
1. CALIBRE OS PNEUS
De cara, esta é uma das dicas mais importantes. Muita gente esquece, mas os pneus são parte crucial e sensível dos automóveis. Eles sustentam o veículo e fazem a “interface” de contato com o solo. Quando estão murchos, a área de contato deles com o piso aumenta e, assim, cresce o atrito. E se tem mais atrito, tem mais do esforço do motor.
Por isso, manter a calibragem dos pneus em dia é fundamental. Há quem deixe isso na mão dos frentistas, mas não é difícil: basta seguir o que o fabricante diz. E nem precisa ir no manual (embora isso seja bom). As medidas estão no próprio carro, às vezes na coluna das portas do condutor ou, ainda, na tampa do bocal de abastecimento.
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Além disso, a checagem deve ser feita com os pneus frios. E o ideal é fazer isso semanalmente, quando a temperatura mudar drasticamente ou sempre antes de pegar estrada. Por fim, calibre de acordo com o peso que estiver no carro. Há sempre as duas medidas: com pouco peso ou com o carro carregado de pessoas e bagagens.
Bônus: para quem já está habituado a calibrar os pneus, existe outro item da “revisão” que pode ser encontrado no manual do carro. A cada 10 mil quilômetros é preciso fazer o alinhamento da direção, bem como a troca do filtro de ar. Sem sujeira na admissão e atrito extra com rodas desalinhadas, o motor trabalha melhor e gasta menos.

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2. NÃO CARREGUE INUTILIDADES
Essa indicação pode ser um pouco complicada para quem vive correndo, com a agenda apertada e passa muito tempo no trânsito. Mas vale à pena: limpe na cabine do carro. Sabe aquele hábito de carregar de tudo e de fazer do automóvel um segundo lar? Pois bem, o peso extra colabora para mais idas ao posto de combustível. Com o veículo mais pesado, exige-se um esforço maior do motor, que trabalha mais e, consequentemente, gasta mais.
Portanto, retire todos os objetos inúteis da cabine, deixe o carro o menos carregado possível, dentro de sua necessidade. Parece uma dica boba, mas isso já vai reduzir o consumo de combustível – sobretudo em carros menores, com motores compactos.
3. DIRIJA MAIS SUAVE E TRANQUILO
Tal como dissemos, quanto maior o esforço do motor, maior é o consumo. Nesse sentido, “fritar pneus”, acelerar em demasia, principalmente com o motor frio, ou fazer manobras bruscas e frear a todo momento, tudo isso faz o carro gastar mais combustível. A recomendação, portanto, é se antecipar ao trânsito, com movimentos graduais.
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Acelere de forma constante e, se possível, deixe para afundar o pé direito depois que o motor estiver aquecido. Além disso, em vez de frear de repente, retire o pé do acelerador com antecedência ao ver que o trânsito adiante parou, ou que o sinal vai fechar. Por fim, em carros com câmbio manual, evite esticar as marchas e tente manter a rotação na faixa ideal. Quanto mais alto o motor girar, mais vai demandar da injeção de combustível.
Para completar, muitos modelos atuais tem indicador de troca de marchas no quadro de instrumentos. Normalmente, eles acendem o desenho de uma alavanca de câmbio com a instrução para subir ou descer uma marcha. Assim é no Renault Kwid, que usamos na gravação do vídeo. Por sinal, o hatch é um dos carros mais econômicos do País.

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4. AR-CONDICIONADO OU JANELA ABERTA?
O que será melhor, passar calor e andar com as janelas abertas? Ou usar o ar-condicionado? Na cidade, a depender da temperatura externa, não tem jeito. Usar ar-condicionado vai fazer o carro gastar mais combustível, mas vai aumentar o conforto. Para refrigerar a cabine, o sistema aciona o compressor, que fica ligado por mais tempo e, então, exige mais do motor, o que vai, por sua vez, consumir mais combustível.
Segundo especialistas, em dias de temperaturas mais amenas, desligar o ar-condicionado pode reduzir o consumo em até 10%. Isso varia de acordo com a motorização, e também por fatores externos, como tipo de piso, inclinação, entre outros aspectos. Contudo, na estrada, ou em vias urbanas expressas, a recomendação é usar a refrigeração. Isso porque, quanto maior a velocidade (a partir dos 80 km/h), maior o arrasto aerodinâmico.
Nessas condições, a corrente de ar que entra no carro pelas janelas aumenta a resistência aerodinâmica, e faz com que o motor precise trabalhar mais para manter aquela velocidade. Ou seja, o consumo de combustível vai subir. Inclusive, especialistas dizem que o aumento em alguns modelos supera os 10% computados ao uso do ar-condicionado.
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Mas não acabou ainda. Usar o ar-condicionado não é só uma questão de conforto. Especialistas consultados pelo Jornal do Carro apontam o equipamento também é um item de segurança, pois o motorista fica mais tranquilo e atento ao trânsito, sem o desgaste físico provocado pelo calor. Além disso, em dias chuvosos ou frios, a temperatura adequada manter os vidros desembaçados e garante melhor visibilidade ao condutor.

5. OLHO NO COMBUSTÍVEL E NÃO NO PREÇO
Em tempos de preços tão altos, a gente quer economizar cada centavo. Mas, para poupar de verdade, é preciso atenção redobrada. Pesquise o preço do combustível e tente encontrar valores mais baixos. Contudo, desconfie se o valor estiver muito abaixo da média. Isso pode significar que o posto está vendendo combustível “batizado”.
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A gasolina adulterada, além de queimar mais rápido, pode prejudicar componentes mecânicos e até eletrônicos do veículo. Aí a dor de cabeça e o prejuízo serão muito maiores. Além disso, segundo especialistas, não é preciso usar gasolina ou etanol aditivados, que geralmente são mais caros. Basta colocar combustível de boa procedência.
Outro ponto de atenção nos carros flex é a conta rápida que indica qual combustível está mais vantajoso. Vale a pena calcular. Divida o valor do litro de etanol pelo preço do litro da gasolina. Se o resultado for igual ou inferior a 0,7, a vantagem é do etanol. E resultados acima de 0,7 indicam que vale mais a pena abastecer com a gasolina.
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