Estradas musicais: como é produzido o fenômeno que faz o asfalto ‘cantar’

Ranhuras no asfalto com diferentes tamanhos e distâncias fazem o asfalto ‘cantar’, mas só na velocidade indicada

estradas musicais
ESTRADAS MUSICAIS GERAM SOM USANDO RANHURAS NO CHÃO Crédito: REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Quem nunca se deparou com um daqueles ‘sonorizadores’ em estradas brasileiras? O asfalto com uma camada extra rugosa que serve para gerar um som com vibração. A intenção é alertar o motorista que possa estar sonolento ou desatento. Uma ideia simples, mas que funciona.

Agora, em outros lugares do mundo, os engenheiros e designers foram muito além e criaram as estradas musicais. Pode parecer que a ideia é fazer algo lúdico, mas não. Apesar de parecer divertido, é preciso seguir uma regra para funcionar: respeitar a velocidade da via.

estradas musicais
Melody Road indicator via Goinjapanesque

As faixas rugosas são colocadas em grandes retas ou em trechos sinuosos para manter motoristas alertas. Alguns países que usam essa estratégia são Holanda, Romênia, Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Hungria e Dinamarca, entre outros. Assim, por meio de algo interessante, não do receio da multa, o condutor fica dentro da lei e ainda tem a possibilidade de sair do seu caminho com um sorriso no rosto.

As notas musicais são criadas calculando a diferença correta de altura e espaçamento entre as marcas no asfalto, assim a frequência gerada pelo contato do pneu cria o som. Mas para isso, a velocidade também é essencial.

Geralmente, as estradas musicais têm as ranhuras apenas em um lado da pista, pegando um jogo de pneus apenas. Mas projetos mais complexos, como um no Japão, na região de Okinawa, criou uma pista com faixa dos dois lados. Ao tocar do lado esquerdo e do lado direito, gera um efeito estéreo no som, que preenche o ambiente ao redor do carro.

Estradas musicais: nem todo mundo gosta

Obviamente nem sempre a estratégia é vista só com bons olhos. Em um trecho de rodovia, entre as cidades holandesas de Jelsum e Leeuwarden, a população foi contra. O motivo é que com o trânsito da madrugada o som que era gerado tornou impossível ter uma noite de sono em paz. Lá era preciso transitar a 60 km/h para fosse possível ouvir o hino da Frísia, região onde estão localizados os municípios. O governo foi obrigado a tirar a música da pista.



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