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Infraestrutura de recarga é maior desafio para o carro elétrico no Brasil

Veja algumas barreiras que o veículo movido a bateria ainda precisa superar no mercado brasileiro

09 de jul, 2024 · 2 minutos de leitura.

infraestrutura de recarga ainda é o principal obstáculo para a decisão de compra de um carro elétrico no Brasil. Afinal, o usuário tem a preocupação de sofrer “pane seca” em uma viagem mais longa. Ou seja: ficar sem carga na bateria de seu veículo longe de um eletroposto.

Atualmente, o Brasil tem cerca de 4.300 estações de recarga, segundo a startup Tupinambá Energia. A empresa realiza a contagem em parceria com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Esse número é considerado satisfatório para a frota de carros movidos a bateria existente hoje.

“Na maioria das vezes, a recarga é feita em casa. O consumo é equivalente ao de um chuveiro elétrico”, diz Fábio Delatore, professor de Engenharia Elétrica da Fundação Educacional Inaciana (FEI). Há também a chamada recarga de conveniência, quando o proprietário aproveita a parada em shoppings ou mercados para alimentar a bateria.

Contudo, isso não basta. Então, algumas fabricantes como Volvo, BMW e BYD estão investindo fortemente na instalação de estações de recarga. Elas querem que seus clientes considerem positiva a experiência de ter um automóvel elétrico sem o receio de faltar assistência.

“O mercado brasileiro vive uma revolução com a chegada dos modelos elétricos. Os preços estão caindo, principalmente por causa da concorrência da BYD, a autonomia aumenta e a confiança do comprador brasileiro melhora”, diz Delatore. “Dessa forma, outros setores, como o energético, também precisam se adequar ao novo cenário.”

Barreiras para uma boa infraestrutura de recarga:

  1. A instalação de eletropostos está concentrada nas Regiões Sul e Sudeste. Ok, isso tem a ver com o potencial de mercado dessas localidades. Contudo, a capilaridade dos pontos deve ser ampliada para que o consumidor de outras regiões se sinta atendido ao comprar um veículo elétrico.
  2. Ao contrário do que acontecia no começo da oferta da energia nas estações de recarga, o serviço hoje é cobrado em muitos locais. Entretanto, essa política precisa ficar bem clara para o usuário não ser pego de surpresa. Há a possibilidade de o pagamento ser feito via aplicativo da empresa que administra o eletroposto.
  3. Alguns pontos de recarga localizados em áreas comerciais das rodovias estão fora de uso devido à falta de manutenção ou até por vandalismo. Assim, oferecer os aparelhos sempre em ordem para quem estiver em viagem é um desafio.
  4. As concessionárias das fabricantes devem equipar suas instalações com os aparelhos necessários para as revisões de carro elétrico. Além disso, qualificar os profissionais para esse atendimento.

A maioria dos consumidores já sabe que a manutenção do carro elétrico é mais barata que a do veículo convencional. Porém, o que eles não sabem ao certo é o que será feito e trocado a cada revisão. Dessa forma, cabe explicar melhor esses pontos na hora da negociação.