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Falta de motos por causa da pandemia gera filas de espera de até 4 meses

Crise sanitária provocou o fechamento de fábricas e maior demanda por motos. Campeã de vendas, Honda CG pode atrasar 3 meses

Eugênio Augusto Brito, Especial para o Jornal do Carro

21 de jun, 2021 · 4 minutos de leitura.

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Honda (foto), Yamaha, BMW e Harley-Davidson estão suspendendo temporariamente a produção de motos, por causa da covid-19
Crédito: Honda/Divulgação

O tempo entre comprar uma das principais motos na concessionária e receber o modelo escolhido pode chegar a até quatro meses no Brasil. O maior atraso acontece com os modelos das linhas Honda Biz e Pop, que podem levar, portanto, de 90 a 120 dias para chegarem.

Da mesma maneira, quem compra scooters da Yamaha, caso de NMax 160 e XMax 250, pode ter de esperar por até 60 dias para receber. Já as Yamaha Fazer 150 e Factor 150 podem atrasar até 40 dias.

No caso da moto mais vendida do Brasil, a entrega pode levar até 90 dias. Esse é o status para a Honda CG, que ganhou reestilização na última semana, com preço a partir de R$ 10.893.

Mas há exceções. Por exemplo, a Honda CG 160 Cargo, de uso profissional, pode ser entregue por algumas lojas em cerca de 20 dias. Sendo assim, o atraso é maior no momento para outras versões ou cores.

A informação é da agência Automotive Business, que realizou pesquisa com concessionárias da Honda e da Yamaha no Estado de São Paulo.

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Honda CG 2022: modelo mais vendido do país pode atrasar até 90 dias
Crédito: Divulgação/Honda

Crise sanitária e falta de componentes

O atraso nas entregas de motos é fruto de uma “tempestade perfeita”, que tem origem nas restrições da pandemia provocada pela Covid-19. Tanto Yamaha (por 30 dias), quanto Honda (60 dias) paralisaram suas produções em 2020, numa primeira onda de infecções pelo coronavírus.

Sendo assim, a Honda voltou a interromper a fábrica em janeiro de 2021. Depois, foi a vez de a Yamaha voltar a parar, em maio. Na análise da Automotive Business, o atraso vai prosseguir no segundo semestre por conta das férias coletivas de julho das fabricantes.

Por isso, a escassez de produtos é ampliada pela alta demanda, em decorrência da pandemia do coronavírus.

Muitos consumidores procuraram uma nova moto, seja para trabalhar no setor de entregas, que se aqueceu, seja para fugir do transporte público, por medo de contaminação. Além disso, há ainda a falta de modelos e componentes importados da Ásia.



Mercado aquecido em 2021

Os atrasos na entrega e a demanda em alta provocam uma situação curiosa no mercado nacional de motos. A produção de motos caiu 15% em maio, na comparação com abril, com 103,8 mil unidades.

Por sua vez, dados de janeiro a maio superam o acumulado do mesmo período de 2020, por conta do início da pandemia naquele momento. Nesta caso, a alta é de 47,5%, com 463,4 mil unidades.

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Nas vendas, a Fenabrave aponta 410,6 mil motos emplacadas de janeiro a maio, quase 35% a mais do que no mesmo período de 2020.

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