Primeira Classe Rafaela Borges

Por que o SUV Creta perdeu tanto espaço

No primeiro trimestre, participação e vendas do SUV Creta caíram mês a mês. Entenda por quê

SUV Creta
SUV Creta Vendas no fim do ano passado ultrapassaram as 5 mil unidades. Agora, estão na casa das 3 mil (Foto: Felipe Rau/Estadão)

Desinteresse do público ou falta de capacidade da Hyundai? Qual das duas razões justifica a queda do SUV Creta no ranking de vendas? Por que o SUV, queridinho do segmento em 2017, perdeu tanta participação, além de volume de vendas, no primeiro trimestre?

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A principal razão é a falta de capacidade da Hyundai. Falta de capacidade de produção. Não há estoque nas concessionárias. Tanto que, para algumas versões do SUV Creta, há fila de espera.

 

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Além disso, do último trimestre do ano passado para o primeiro trimestre deste ano, a impressão é que o SUV Creta perdeu o brilho. Lançado no início de 2017, o Hyundai logo caiu no gosto do povo.

No ano passado, foi o terceiro SUV mais vendido do Brasil, e o segundo entre os compactos (atrás do HR-V). Em outubro e novembro, ultrapassou a marca de 4 mil unidades emplacadas. Em dezembro, superou as 5 mil.

Então veio 2018, e o SUV Creta começou a perder volume de vendas e participação de mercado. Os emplacamentos caíram para a casa das 3 mil unidades por mês, e o Hyundai foi sendo ultrapassado pelos rivais de janeiro em diante.

Em março, o SUV Creta atingiu o ápice dessa queda. O Hyundai foi apenas o quinto SUV mais vendido do Brasil. Ficou atrás, inclusive, do Renegade. O que estaria acontecendo com o modelo da Hyundai?

Origem do problema do SUV Creta

De acordo com informações da própria Hyundai, a média normal de vendas esperada para o SUV Creta, neste ano, é a que tem sido registrada. Ou seja: entre 3 mil e 3,5 mil emplacamentos por mês.

A planta da marca em Piracicaba (SP) já opera em três turnos. Ou seja: não tem capacidade ociosa. No ano passado, foram feitos 180 mil carros na fábrica, entre HB20, HB20S e Creta.

Para este ano, a montadora conseguirá ampliar a capacidade de produção para 190 mil veículos. Desse total, a expectativa é que entre 35 mil e 40 mil exemplares sejam do Creta.

 

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Conforme informações da Hyundai, se a demanda crescer, dá para chegar a 45 mil Creta produzidos – por meio de ajuste do mix com os dois modelos compactos. A empresa informou também que, ao menos por ora, não há plano de investimento para ampliação da capacidade da fábrica paulista.

Então, por que o Creta vendeu tanto no último trimestre do ano passado? A Hyundai admite que houve um esforço de produção, por causa da alta demanda do mercado. Isso acabou prejudicando um pouco o HB20 e o HB20S.

Por isso nos últimos meses do ano o HB20 perdeu espaço para o Ka. Porém, ainda conseguiu ficar à frente do Ford em número de emplacamentos no acumulado do ano.

Quem ganha com isso

Se não há Creta disponível, mas há forte demanda por SUVs, tem sempre alguém para aproveitar a oportunidade. Afinal, a procura por modelos do segmento, bem como a oferta, só cresce.

No primeiro trimestre, o modelo que mais ganhou com a limitada oferta do Creta foi o Kicks. O Nissan, logo em janeiro, ultrapassou o Hyundai. Em março, liderou as vendas do segmento.

Não dá para dizer que o HR-V ganhou com a redução da oferta do Creta. As vendas do Honda continuam estáveis, e ele é um velho conhecido do público.

O Kicks, embora tenha sido lançado em 2016, só foi nacionalizado em meados de 2017. Juntamente com o início da produção no Rio de janeiro veio uma maior diversidade de versões.

Embora seja oferecido com um único motor – o fraco 1.6 flexível – o Kicks se equipara ao Creta em espaço, porta-malas e tecnologia. E oferece um acabamento melhor. É natural, portanto, que clientes que poderiam comprar o Hyundai migrassem para o Nissan.


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