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Audi revela e-tron Sportback em Xangai
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Audi revela e-tron Sportback em Xangai

Com porte semelhante ao do BMW X6, protótipo tem três motores elétricos que geram potência de até 503 cv e pode chegar aos 210 km/h

21 de abr, 2017 · 3 minutos de leitura.

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AUDI E-TRON SPORTBACK CONCEPT
Crédito:

Depois que as fraudes em testes de emissões de poluentes transformaram os motores a diesel em vilões da vez, os protótipos elétricos entraram definitivamente na pauta das grandes montadoras alemãs, inclusive no segmento do luxo. Dentro dessa tendência, a principal novidade da Audi na edição deste ano do Salão de Xangai, na China, foi o conceito E-Tron Sportback.

O protótipo tem três motores elétricos – um no eixo dianteiro e dois no traseiro – que geram potência total de 435 cv, que pode ser elevada para 503 cv. Nesse modo, ele vai de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos e chega aos 210 km/h.

Sua bateria de 95 kWh tem autonomia de 500 km. Um carregador de 150 kW lhe permite armazenar em apenas meia hora energia suficiente para rodar 400 km.

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Com 4,90 m de comprimento, 1,98 m de largura e 1,53 m de altura, o E-Tron Sportback atua no segmento do BMW X6 do Mercedes-Benz GLE Coupe e tem tecnologias bem interessantes. No lugar de espelhos retrovisores, há pequenas câmeras que enviam mensagens a monitores posicionados nas portas. Uma tela vertical posicionada à frente do passageiro dianteiro exibe dados de navegação e temperatura.

Outra boa sacada é um sistema de luzes com canhões de laser de alta resolução, que projetam na via a largura necessária para que o carro passe sem bater e também podem enviar mensagens a quem está do lado de fora do veículo.


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Jornal do Carro
Oficina Mobilidade

Testes de colisão validam a segurança de um carro; entenda como são feitos

Saiba quais são os critérios utilizados para considerar um automóvel totalmente seguro ou não

03 de mai, 2024 · 2 minutos de leitura.

Na hora de comprar um carro zero-quilômetro, muitos itens são levados em conta pelo consumidor: preço, complexidade de equipamentos, consumo, potência e conforto. Mas o ponto mais importante que deve ser considerado é a segurança. E só há uma maneira de verificar isso: os testes de colisão.

A principal organização que realiza esse tipo de avaliação com os automóveis vendidos na América Latina é a Latin NCAP, que executa batidas frontal, lateral e lateral em poste, assim como impactos traseiro e no pescoço dos ocupantes. Há também a preocupação com os pedestres e usuários vulneráveis às vias, ou seja, pedestres, motociclistas e ciclistas.

“Os testes de colisão são absolutamente relevantes, porque muitas vezes são a única forma de comprovar se o veículo tem alguma falha e se os sistemas de segurança instalados são efetivos para oferecer boa proteção”, afirma Alejandro Furas, secretário-geral da Latin NCAP.

As fabricantes também costumam fazer testes internos para homologar um carro, mas com métodos que divergem do que pensa a organização. Furas destaca as provas virtuais apresentadas por algumas marcas.

“Sabemos que as montadoras têm muita simulação digital, e isso é bom para desenvolver um carro, mas o teste de colisão não somente avalia o desenho do veículo, como também a produção. Muitas vezes o carro possui bom design e boa engenharia, mas no processo de produção ele passa por mudanças que não coincidem com o desenho original”, explica. 

Além das batidas, há os testes de dispositivos de segurança ativa: controle eletrônico de estabilidade, frenagem autônoma de emergência, limitador de velocidade, detecção de pontos cegos e assistência de faixas. 

O resultado final é avaliado pelos especialistas que realizaram os testes. A nota é dada em estrelas, que vão de zero a cinco. Recentemente, por exemplo, o Citroën C3 obteve nota zero, enquanto o Volkswagen T-Cross ficou com a classificação máxima de cinco estrelas.

O que o carro precisa ter para ser seguro?

Segundo a Latin NCAP, para receber cinco estrelas, o veículo deve ter cinto de segurança de três pontos e apoio de cabeça em todos os assentos e, no mínimo, dois airbags frontais, dois laterais ao corpo e dois laterais de cabeça e de proteção para o pedestre. 

“O carro também precisa ter controle eletrônico de estabilidade, ancoragens para cadeirinhas de crianças, limitador de velocidade, detecção de ponto cego e frenagem autônoma de emergência em todas as suas modalidades”, revela Furas.

Os testes na América Latina são feitos à custa da própria Latin NCAP. O dinheiro vem principalmente da Fundação Towards Zero Foundation, da Fundação FIA, da Global NCAP e da Filantropias Bloomberg. Segundo o secretário-geral da entidade, em algumas ocasiões as montadoras cedem o veículo para testes e se encarregam das despesas. Nesses casos, o critério utilizado é o mesmo.

“Na Europa as fabricantes cedem os carros sempre que lançam um veículo”, diz Furas. “Não existe nenhuma lei que as obrigue a isso, mas é como um compromisso, um entendimento do mercado. Gostaríamos de ter esse nível aqui na América Latina, mas infelizmente isso ainda não ocorre.”