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VW Virtus 1.6 MSI é mais razão que emoção
Avaliação

VW Virtus 1.6 MSI é mais razão que emoção

Versão 1.6 MSI do VW Virtus, parte de R$ 61.390 e deixa visual mais requintado e equipamentos de lado para oferecer bom espaço

José Antonio Leme

26 de jul, 2018 · 4 minutos de leitura.

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virtus
Virtus MSI 1.6 CRÉDITOS: JF DIORIO/ESTADÃO
Crédito:

Frugal, moderado, sóbrio. Esses são alguns dos termos que cabem para definir a versão de entrada, 1.6 MSI, do Virtus. O sedã produzido pela Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) tem preço sugerido a partir de R$ 61.390.

De série, há rodas de aço de 15 polegadas, ar-condicionado, central multimídia sem integração a aplicativos, quatro air bags, vidros, travas e direção elétricos e banco do motorista com ajuste de altura.

Em relação às versões mais caras, Comfortline e Highline, os equipamentos que mais fazem falta são os controles de estabilidade e tração, o sensor de obstáculos na traseira, o volante com ajuste de altura e profundidade e os retrovisores com ajustes elétricos. Também não há encosto de braço central nem suporte para celular sobre o painel (presente no carro das fotos).

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A ausência de detalhes cromados nos para-choques e dos faróis de neblina, oferecidos nas demais versões, deixa o Virtus de entrada com visual despojado. O acabamento da cabine é bem feito, embora não traga detalhes dignos de nota.

O acesso aos comandos é fácil. A posição de dirigir agrada, mas motoristas com menos de 1,75 metro de altura sentirão falta das regulagens para o volante. Os bons 2,65 metros de distância entre os eixos se traduzem em espaço suficiente para levar cinco adultos com conforto.

Como o túnel central é baixo, um eventual quinto ocupante não terá dificuldade para acomodar as pernas. Com 521 litros de capacidade, o porta-malas é amplo. Além disso, tem fácil acesso.


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Em movimento

O conjunto mecânico é formado pelo motor 1.6 flexível de até 117 cv e pelo câmbio manual de cinco velocidades. A caixa tem bom escalonamento, engates curtos e fáceis. Em rodovias, o trem de força é suficiente para uma condução calma. Para ultrapassar e retomar velocidade é preciso engatar a terceira marcha e pisar firme no pedal da direita.

O ajuste da suspensão agrada. O sistema é rígido o suficiente para evitar que a carroceria balance muito em curvas, sem, por outro lado, tornar incômoda a passagem sobre buracos e piso ruim. As respostas da direção com assistência elétrica são adequadas.



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Carros elétricos são mais seguros do que automóveis a combustão?

Alguns recursos podem reduzir o risco de incêndio e aumentar a estabilidade

26 de abr, 2024 · 2 minutos de leitura.

Uma pergunta recorrente quando se fala em carro elétrico é se ele é mais ou menos seguro que um veículo com motor a combustão. “Os dois modelos são bastante confiáveis”, diz Fábio Delatore, professor de Engenharia Elétrica da Fundação Educacional Inaciana (FEI). 

No entanto, há um aspecto que pesa a favor do automóvel com tecnologia elétrica. Segundo relatório da National Highway Traffic Safety Administration (ou Administração Nacional de Segurança Rodoviária), dos Estados Unidos, os veículos elétricos são 11 vezes menos propensos a pegar fogo do que os carros movidos a gasolina.

Dados coletados entre 2011 e 2020 mostram que, proporcionalmente, apenas 1,2% dos incêndios atingiram veículos elétricos. Isso acontece por vários motivos. Em primeiro lugar, porque não possuem tanque de combustível. As baterias de íon de lítio têm menos risco de pegar fogo.

Centro de gravidade

Segundo Delatore, os carros elétricos recebem uma série de reforços na estrutura para garantir maior segurança. Um exemplo são os dispositivos de proteção contra sobrecarga e curto-circuito das baterias, que cortam a energia imediatamente ao detectar uma avaria.

Além disso, as baterias são instaladas em uma área isolada, com sistema de ventilação, embaixo do carro. Assim, o centro de gravidade fica mais baixo, aumentando a estabilidade e diminuindo o risco de capotamento. 

E não é só isso. “Os elétricos apresentam respostas mais rápidas em comparação aos automóveis convencionais. Isso facilita o controle em situações de emergência”, diz Delatore.

Altamente tecnológicos, os veículos movidos a bateria também possuem uma série de itens de segurança presentes nos de motor a combustão. Veja os principais:

– Frenagem automática de emergência: recurso que detecta objetos na frente do carro e aplica os freios automaticamente para evitar colisão.

– Aviso de saída de faixa: detecta quando o carro está saindo da faixa involuntariamente e emite um alerta para o motorista.

– Controle de cruzeiro adaptativo: mantém o automóvel a uma distância segura do carro à frente e ajusta automaticamente a velocidade para evitar batidas.

– Monitoramento de ponto cego: pode detectar objetos nos pontos cegos do carro e emitir uma advertência para o condutor tomar cuidado.

– Visão noturna: melhora a visibilidade do motorista em condições de pouca iluminação nas vias.