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Atual geração do VW Golf pode ser a última do hatch médio na história
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Atual geração do VW Golf pode ser a última do hatch médio na história

Nona geração do Golf pode não chegar ao mercado por causa das regras de emissões e do avanço dos carros elétricos, admite CEO da Volkswagen

Vagner Aquino, especial para o Jornal do Carro

06 de ago, 2022 · 4 minutos de leitura.

Golf
Nascido em 1974, Golf está na 8ª geração
Crédito:Volkswagen/Divulgação

Prestes a completar 50 anos de produção, o Volkswagen Golf - que deixou o Brasil há dois anos - pode estar com os dias contados. Segundo reportagem do portal de notícias alemão Welt, a montadora já trabalha na reestilização da atual 8ª geração do Golf - que ainda não chegou ao Brasil. Entretanto, a empresa já admite que esta pode ser a última geração do hatch médio tal como é vendida hoje, com motores a combustão.

Golf
Volkswagen/Divulgação

De acordo com o CEO da VW, Thomas Schäfer, a fabricante vai avaliar "se vale a pena desenvolver um novo veículo que não dure sete ou oito anos completos". Para o executivo, uma nova geração do modelo - que nasceu em 1974 - ficaria "extremamente cara" diante da nova realidade, com regras de emissões mais rígidas e o rápido avanço dos carros elétricos.


Desse modo, o CEO admitiu que a marca trabalha em cima de um novo Golf. Contudo, disse que o destino do hatch será decidido dentro de um ano. Ou seja, há apenas 50% de chances de o Golf ultrapassar a 8ª geração (lançada em 2019), afinal, a União Europeia quer apenas veículos com zero emissão a partir de 2030. Pelas contas, o atual modelo vai até 2028.



Elétricos no lugar de combustão

Para o CEO, os veículos elétricos devem dominar os segmentos menores, afinal, devem ficar mais acessíveis do que os modelos a combustão. A tendência é, de fato, que as baterias caiam de preço e, assim, aumentem o poder de compra do consumidor final.

Schäfer estima, ainda, que o Euro 7 - que entra em vigor a partir de 2025 - incremente os custos de produção. A estimativa é que os gastos cresçam entre 3.000 e 5.000 euros por veículo. Essa conta, portanto, não fecha quando se fala em modelos mais acessíveis. Assim, a tendência é abandonar os exemplares desse segmento alimentados por combustão. Afinal, vão encarecer devido às normas mais apertadas de emissões.


Elétricos Volkswagen
Volkswagen/Divulgação

Em contrapartida, os elétricos deverão baixar de preço progressivamente, à medida que o custo das baterias cai (por mais volumes de produção ou adoção de novas tecnologias). Por isso, a VW já admitiu querer modelos como ID.1 e o ID.2 na família ID. Respectivamente, mini hatch e mini SUV na faixa entre 20.000 e 25.000 euros, jogando, de vez, o Golf para escanteio.

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