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Dodge Charger retorna elétrico e com opção de motor a combustão

Esportivo clássico da Dodge, Charger retorna reformulado, com versão elétrica forte, mas sem abandonar o potente motor a combustão

Por Rodrigo Tavares 06 de mar, 2024 · 8m de leitura.

O esportivo Dodge Charger ressurgiu, após muita expectativa, e trouxe novidades. A primeira delas é o surgimento de duas versões: o Charger Daytona, com motores elétricos, e o Charger Sixpack, mantendo um motor a combustão. Os dois modelos conviverão na linha da marca, e apesar da dispensa do famoso motor HEMI V8, ainda tem muita potência, justificando a proposta esportiva.

Além disso, o Charger volta a ter opção de duas portas, algo obrigatório no passado, mas que na última geração era disponível apenas como quatro portas. A nova geração receberá a versão maior apenas em 2025, bem como a chegada das opções movidas a combustão. Por enquanto, apenas o modelo com duas portas será vendido.

A Dodge afirma que o novo Charger “manterá seu título de muscle car mais rápido e potente do mundo”, e essa afirmação caberá à versão elétrica Charger Daytona Scat Pack. Atualmente, essa é a versão mais extrema da linha, acompanhada da versão Daytona R/T. Ambos os Daytonas utilizam a plataforma STLA Large, base para vários veículos elétricos da Stallantis, por exemplo. Além disso, a marca afirma que sua distribuição de peso é de 50/50. Uma versão ainda mais potente, chamada Banshee, também virá em breve.

Função Powershot dá mais 41 cv de potência

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No Scat Pack, uma bateria de 100,5 kW (93,9 kW utilizáveis) manda a energia para dois módulos de acionamento elétricos (EDM) — um dianteiro e outro traseiro — criando um layout de tração nas quatro rodas. Cada módulo produz 339 cv e 41,4 mkgf de torque, somando 679 cv e 86,6 mkgf de torque total. Contudo, esses valores contam com um sistema de overboost, chamado “Powershot”, similar a um sistema oxido nitroso em motores a combustão, que entrega 41 cv a mais por um curto tempo. Mesmo assim, uma potência base de 640 cv é respeitável.

Na versão R/T, a potência é menor, apesar de usar o mesmo EDM e bateria, mas não é pouca: são 502 cv de força e 55,8 mkgf de torque. Seu alcance elétrico também é melhor que o do irmão Scat Pack: 510 km, contra 418 km do mais potente da linha. Independente do modelo, ambos estimam recarga de 20% a 80% em aproximadamente 27 minutos, com um carregador rápido DC, por exemplo.

Charger a combustão: poucos detalhes revelados

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Charger volta a ser oferecido com duas portas, modelo maior chega ano que vem (Dodge/Divulgação)

Substituindo o antigo V8 HEMI, está o Hurricane 3.0 biturbo, de seis cilindros em linha. O motor já equipa o novo Jeep Grand Wagoneer, e pode aparecer em duas versões distintas: “Sixpack S.O” e “Sixpack H.O” (Standard Output e High Output), com 425 e 557 cv, respectivamente. Entretanto, há poucos detalhes sobre essas versões, que só devem chegar em 2025, junto da opção com quatro portas.


Seja como for, o estilo difere dos antigos Charger e Challenger, mas remontam à nostalgia dos modelos originais. Até mesmo o símbolo da marca mudou, agora uma espécie de triângulo, chamado “Fratzog”, que representa uma nova era na Dodge, também inspirada no passado. A dianteira é iluminada de ponta a ponta, e nem mesmo o emblema dianteiro escapa. O visual quadrado chama a atenção, principalmente nos Charger Daytona, que contam com um aparato aerodinâmico, chamado “R-Wing”, que ajuda a produzir downforce, melhorando a passagem do ar pelo capô.

“Sistema de escapamento” promete som no nível de antigos V8

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Ainda no elétrico, um “sistema de escapamento” especial, chamado Fratzonic, têm câmaras que tentam dar aos Daytonas um som único, supostamente nos níveis de decibéis dos antigos V8 Hellcat, por exemplo. Algo parecido já existe no Abarth 500e, versão apimentada do Fiat 500 elétrico. Entretanto, não se sabe como é esse som, pois a Dodge ainda não o finalizou.

Mesmo elétrico, itens como Line Lock, que segura o carro para produzir borrachões, e controle de largada também estão presentes. Destaca-se o sistema Race Prep, que nos Daytona pode aumentar ou mitigar o aumento da temperatura da bateria, obtendo o melhor desempenho. Sistemas de auxílio à direção também estão inclusos, e até uma câmera que “vigia” as laterais dianteiras, impedindo ralar a roda ao estacionar, pode ser adquirida opcionalmente.


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Na interna, um painel de instrumentos digital com 10.25 polegadas está disponível, ou outro com 16 polegadas, opcional. Além disso, uma central multimídia de 12.3 polegadas, virada para o motorista, rodando o sistema Uconnect 5. Segundo a marca, o interior remonta ao estilo limpo do clássico de 1968, sem apelar ao total minimalismo. Por fim, os bancos têm revestimento em veludo e vinil, ou mesmo couro Nappa.

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