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Gol supera R$ 88 mil e puxa novos reajustes de preços da Volkswagen
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Gol supera R$ 88 mil e puxa novos reajustes de preços da Volkswagen

Hatch popular da VW, Gol teve novo aumento após apenas um mês e já beira os R$ 90 mil; outros modelos da marca tiveram reajuste de preços

Jady Peroni, Especial para o Jornal do Carro

12 de set, 2021 · 5 minutos de leitura.

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usados
Após 41 anos, Gol saíra do mercado brasileiro
Crédito:Volkswagen/Divulgação

Os carros 0-km continuam a escalar a tabela de preços. E mesmo modelos "populares" como o Gol já beiram os R$ 90 mil. Após novo reajuste, o hatch de entrada da Volkswagen custa nada menos que R$ 88.630 na sua versão mais completa, com motor 1.6 flexível e câmbio automático de 6 marchas. Nesse valor, está embutida a pintura metálica, que custa R$ 1.610.

O Jornal do Carro vem acompanhando de perto os reajustes das montadoras. O VW Gol, por exemplo, já havia subido de valor em agosto. Nesse sentido, em praticamente um mês, o preço do hatch subiu R$ 2.110 no total, superando, assim, os R$ 88 mil.

Vale ressaltar que, assim como o hatch, o sedã Voyage também sofreu mais um reajuste. Em agosto, o modelo custava o valor de R$ 85.250 e, agora, o modelo, na sua versão topo de linha, chega ao preço de R$ 89.030. Ou seja, um aumento de R$ 3.780.

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reajustes VW
Divulgação/Volkswagen

Um dos opcionais adicionados neste Gol de quase R$ 90 mil é o pacote "Urban Completo", que custa R$ 7.130, mas adiciona mais de 20 itens. Entre eles, computador de bordo completo, sistema de som com quatro alto-falantes e 2 Tweeters, chave tipo canivete, alarme, faróis de neblina, rodas de liga leve aro 15, coluna de direção com ajustes de altura e profundidade, volante multifuncional, sensor de obstáculos traseiro e multimídia Composition Touch com tela de 6,5 polegadas.

Outros modelos da marca têm mudanças

Nessa onda de reajustes, não foi só o hatch de entrada que subiu de preço. A marca alemã revisou toda a sua gama. Por isso, Polo e Virtus perderam a multimídia nas versões de entrada, por conta da indisponibilidade de semicondutores no mercado devido a pandemia, e o Nivus também sofreu alterações nos equipamentos.


Além disso, o SUV Taos, após 3 meses de seu lançamento oficial, já está mais caro. O rival do Jeep Compass agora parte do valor inicial de R$ 159 mil. Porém, se for considerar os adicionais que englobam o modelo, o SUV pode chegar até quase R$ 194 mil.



Fim de VW Fox abre caminho para novos modelos

Apesar das altas nos valores, a Volkswagen está adotando novas estratégias para os próximos anos. Nesse sentido, percebendo as mudanças de mercado, a montadora vai tirar de linha o Fox, um dos carros mais populares no Brasil.

Mesmo com bom número de vendas e sendo o atual carro 1.6 flex mais barato da marca, o Fox é um projeto de quase 20 anos. Para se ter uma ideia, sua versão topo de linha chegava até R$ 70 mil. Por isso, o hatch já não emplacava muito há um tempo. Dessa forma, para renovar a frota, a Volkswagen vai lançar uma nova versão de entrada do Polo Track, que irá estrear no Brasil em breve. Além disso, a VW também irá lançar a nova geração do Gol, que se transformará em um pequeno SUV.


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Guia de boas práticas para o uso do carro elétrico

Tire suas dúvidas para dirigir com tranquilidade e segurança

12 de abr, 2024 · 2 minutos de leitura.

Os carros elétricos estão cada vez mais presentes nas ruas do Brasil. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), esse mercado emplacou, no País, mais de 49 mil unidades nos oito primeiros meses de 2023, praticamente o total registrado em 2022. Mesmo assim, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o funcionamento desses veículos. Para ajudar você nessa jornada, o Oficina Mobilidade traz algumas dicas. Confira:

1. Como carregar a bateria do carro em casa?

A recarga residencial segue as mesmas recomendações de outros equipamentos elétricos

de alta corrente, como ferro de passar roupa, secador de cabelo e ar-condicionado. Em  comum, eles possuem tomadas de pino grosso, de 20 A. Jamais utilize adaptadores de pino grosso para pino fino, a fim de conectar equipamentos de 20 A em tomadas de 10 A. Isso aumenta o risco de curto-circuito. Os proprietários de veículos elétricos devem ter em casa uma tomada de 220 V e 20 A com cabeamento compatível com a potência a ser consumida, além de sistema de aterramento e proteção.

2. O que é melhor: carga lenta ou ultrarrápida?

A diferença entre as duas operações se resume ao tempo e à necessidade do usuário. Vale lembrar que a recarga ultrarrápida não se encontra disponível em todos os modelos. Durante o desenvolvimento do veículo, a fabricante deve prever essa atividade em seu projeto da bateria e do carregador de bordo.

3. O que devo saber antes de fazer uma viagem?

Planeje a viagem para saber exatamente onde há eletropostos no meio do caminho. Se o percurso for longo, provavelmente a bateria não terá autonomia suficiente até a chegada ao destino. Existem aplicativos que indicam os locais de pontos de recarga. Assim, as paradas podem ser programadas e o passeio vai ocorrer sem a preocupação com falta de carga.

4. Como tirar melhor proveito na cidade e na estrada?

Ao contrário do carro com motor a combustão, o veículo movido a eletricidade é mais econômico na cidade, porque o costumeiro “anda e para” ajuda a recarregar a bateria e, consequentemente, a ampliar a autonomia. Para o uso urbano, se o carro tiver o “one pedal drive” – que praticamente dispensa o pedal de freio –, habilite o recurso para permitir o reaproveitamento cinético de energia. Isso, porém, exige adaptação do motorista nos primeiros quilômetros. Na estrada, se possível, deixe o ar-condicionado desligado, mantenha os pneus bem calibrados e as janelas fechadas para diminuir a resistência do ar, providências que vão poupar energia da bateria.

5. Como aproveitar o recurso de regeneração de energia da bateria?

Mantenha o recurso sempre ativado e na opção de máxima regeneração. Alguns fabricantes deixam a cargo do cliente a decisão sobre o uso e a intensidade da regeneração. Mas há modelos que ainda não oferecem tais ajustes.

6. Que cuidado devo ter com a manutenção do carro elétrico?

A manutenção é diferente da do automóvel a combustão, porque o carro elétrico tem apenas 50 partes móveis, ante 350 do convencional. De toda forma, siga sempre as orientações da fabricante que constam no manual do proprietário em relação aos prazos e ao que observar nas revisões.

7. O que é preciso mexer ou trocar nas revisões?

O carro movido a bateria dispensa itens como velas, correia, filtros de combustível e de óleo, engrenagens de câmbio e virabrequim, tornando as revisões mais simples e baratas. Como existe um trabalho de frenagem automática quando o motorista tira o pé do acelerador, o sistema de freio é bem menos exigido, evitando o desgaste das pastilhas. A revisão inclui inspeção das portas de carregamento e dos rotores e avaliação da bateria. Fechaduras, filtro de ar-condicionado, suspensão, dobradiças e trincos também são vistoriados.

8. Os pneus dos carros elétricos são diferentes?

Os pneus de veículos elétricos apresentam a mesma estrutura básica em termos de componentes (talões, camada estanque e banda de rodagem). No entanto, algumas modificações ocorrem durante o projeto, como materiais utilizados, desenho e capacidade de carga. Eles são mais resistentes e recebem reforços estruturais, uma vez que o carro elétrico, geralmente, é mais pesado por conta da instalação da bateria. Jamais coloque um pneu normal para rodar no carro elétrico, pois sofrerá desgaste prematuro devido ao peso extra. Além disso, tenha em mente que o consumo do pneu pode ser maior por causa do alto torque no caso de dar arrancadas rápidas.

9. Que fatores afetam a autonomia da bateria?

Ligar o ar-condicionado na potência máxima, fazer arrancadas em busca de desempenho superior e não aproveitar da melhor forma a regeneração impactam diretamente a autonomia da bateria.

10. Como lavar o carro elétrico?

A lavagem deve ser realizada como se fosse um carro convencional, já que as vedações seguem os padrões de estanqueidade para os componentes elétricos e eletrônicos do sistema de tração. As baterias são testadas contra inundações e, em caso de acidente, o fluxo de corrente é imediatamente desligado para não haver risco de choque elétrico aos ocupantes.

11. Como rebocar um carro elétrico/híbrido?

Para que o carro elétrico seja rebocado de forma segura, o guincho precisa ser do tipo plataforma. É importante que as rodas do veículo não encostem no chão, pois elas possuem um sistema de regeneração de energia, que ajuda no recarregamento da bateria. Também é necessário que o veículo esteja em marcha neutra.

Lembre-se de que as recomendações podem variar conforme o fabricante e o modelo do carro elétrico. Por isso, é importante consultar o manual do proprietário. Além disso, as infraestruturas de carregamento estão em constante evolução, exigindo que o motorista se atualize sobre as opções disponíveis em sua região.