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Honda muda linha de carros no Brasil antes da chegada do novo City
Mercado

Honda muda linha de carros no Brasil antes da chegada do novo City

Fit e Civic atuais darão lugar ao novo City, que terá versões hatch e sedã. Honda quer produzir só elétricos no Brasil em 2040

Emily Nery, Especial para o Jornal do Carro

16 de jun, 2021 · 6 minutos de leitura.

Fábrica da Honda em Itirapina
Fábrica da Honda em Itirapina
Crédito:Divulgação/Honda

Um dos principais lançamentos para esse ano é a chegada da nova geração do City, que incluirá a estreia do inédito City hatch. Assim, a Honda fará alguns ajustes no seu catálogo para receber a dupla. Isso significa que o Fit, realmente, está com os dias contados. Além disso, a montadora vai importar a nova geração do Civic, que também deixará de ser nacional.

A notícia da renovação da gama surgiu através de Atsushi Fujimoto, novo presidente da Honda América do Sul. Durante entrevista a jornalistas da área econômica, como os do site Automotive Business, o executivo anunciou que renovará e reduzirá a linha da marca japonesa. Assim, o foco será em conectividade, meio ambiente e segurança.

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Inédito City Hatch chegará como um substituto para o Fit

Atsushi confirmou que serão feitos novos investimentos no Brasil. No entanto, seguindo o estilo da Honda em não comentar projetos futuros, ele não revelou a quantia nem quais os carros que darão adeus ao mercado brasileiro e os que chegarão em breve.

As baixas

Como havíamos antecipado, o Fit logo deve se despedir de nosso mercado. Mais especificamente, assim que o City hatch chegar ao consumidor, o que deve acontecer no final deste ano. Ele terá uma proposta mais tecnológica, novo motor e preço parecido com o do monovolume.

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Monovolume ganhou uma nova geração em 2019, mas não chegará ao Brasil

Já o Civic não dará adeus. Mas a nova geração, já apresentada nos EUA, virá ao Brasil como um carro importado. Conforme noticiamos, a Honda fechou a fábrica do Civic na Inglaterra e concentrará a produção no Japão e nos EUA, além de outros mercados emergentes.

Atualmente, o sedã vende metade do que o líder do segmento Toyota Corolla vende. Embora esteja na segunda colocação, a categoria dos sedãs médios enfrenta uma baixa procura. Todavia, se a Honda optar por importar o Civic somente na versão de topo (como ocorre com o CR-V atualmente), seu preço irá subir e o sedã poderá se tornar um carro de nicho.

A aposta de empresa no segmento dos três volumes, portanto, será na nova geração do City.


Nova geração do Civic aparece em 1ª imagem oficial
Divulgação/Honda

As novidades: foco na eletrificação

O executivo confirmou que a Honda do Brasil seguirá os parâmetros de eletrificação da matriz. Dessa forma, a marca pretende produzir somente veículos elétricos a partir de 2040 e zerar a morte em acidentes com carros da Honda até 2050. Para tanto, haverá um foco maciço em tecnologias de direção autônoma.

Até 2023, a montadora prometeu a vinda de três modelos eletrificados, sem especificar quais. O primeiro modelo dessa nova leva a chegar ao país será o híbrido Accord e:HEV, que chegará no 2º semestre. Posteriormente, é provável que montadora importe o CR-V híbrido e a versão híbrida do novo HR-V.


Honda
Nova geração do HR-V Honda/Divulgação

Apresentada no começo do ano, a nova geração do SUV está confirmada para o nosso mercado. Ela será produzida em Itirapina e pode manter o motor 1.8 flex aspirado, compartilhar o 1.5 turbo da versão Touring para as outras configurações ou até mesmo adotar o motor 2.0 aspirado do Civic. Dessa forma, o HR-V deve chegar no 1º semestre de 2022 como linha 2023.



Fábricas seguirão em operação

O executivo confirmou também que a empresa seguirá a operação nas fábricas de Sumaré e Itirapina. Juntas, elas têm a capacidade de produzir até 240 mil unidades por ano.


Esse número, no entanto, é bem maior do que a quantidade de modelos vendidos em 2020. Por causa da pandemia, no ano passado a Honda vendeu apenas 84 mil unidades. Esse total é 35% menor do que o acumulado em 2019. Cabe enfatizar que a retração média do mercado ficou em 27%.

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