SUVs 2.0: Jaguar F-Pace de entrada encara o Audi Q5 topo de linha

Nova versão de entrada do Jaguar, com motor 2.0 a gasolina, enfrenta o Audi topo de linha

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Audi Q5 e Jaguar F-Pace. CRÉDITO: VALERIA GONÇALVEZ/ESTADÃO Crédito:

A mais recente versão do Jaguar F-Pace no Brasil, com motor 2.0 turbo de quatro cilindros, deu ao modelo inglês condições de concorrer com os médios das marcas alemãs. Com o bom acabamento e o estilo arrebatador que se espera da fabricante britânica, o utilitário-esportivo de luxo chama para a briga o Q5. Feito no México, o Audi comparece em sua versão de topo, Ambition, a R$ 297.990.

O Jaguar equivalente é o de entrada, Prestige, cujo preço sugerido é de R$ 310.400. E foi justamente a desvantagem em preço e equipamentos do F-Pace que determinou sua derrota, já que os dois modelos são parelhos em vários aspectos.

Mais barato, o Audi já sai de fábrica bem equipado. Ele pode receber dois pacotes de opcionais, que incluem sistema semiautônomo de condução (só funciona em congestionamentos), não disponível no concorrente. O preço do carro com os equipamentos extras vai a R$ 317.090. O F-Pace só pode receber um kit opcional, com itens estéticos que o deixam com aparência agressiva. Custa R$ 1.600.

A mais que o F-Pace Prestige, o Q5 traz painel de instrumentos virtual e abertura elétrica da tampa do porta-malas e do teto solar panorâmico. Para ter esses itens, é preciso levar a versão R-Line do Jaguar (como a das fotos), a R$ 361.900. Na Prestige, o quadro de instrumentos é convencional. Entre velocímetro e conta-giros, há uma tela de TFT de 5”.

F-Pace Prestige e Q5 Ambition saem de fábrica com central multimídia com espelhamento, ar-condicionado digital (duas zonas no Jaguar e três no Audi), tração 4×4, diversos controles eletrônicos para aprimorar a dirigibilidade, câmera de ré e bancos elétricos.

A favor do Jaguar, há o ajuste elétrico da coluna de direção. No Q5, a função é manual. O F-Pace tem também interior mais bem acabado e sofisticado. O do Audi traz requinte, mas não tanto quanto se espera de um carro desse preço.  O Jaguar oferece espaço superior. Ele acomoda melhor três pessoas no banco de trás, por ser mais largo. Porém, nos dois carros, o túnel central alto prejudica o ocupante do meio.

Na hora de rodar, vantagem é do Audi

As vantagens do Q5 são evidentes na hora de rodar. O modelo da Audi é mais gostoso de dirigir que o F-Pace. Sua direção (o sistema tem assistência elétrica em ambos) tem respostas mais diretas, e a carroceria balança menos em curvas.

Graças ao ajuste mais equilibrado da suspensão, o Audi é melhor de curvas que o Jaguar. O modelo inglês, porém, capricha no conforto, com ótima absorção dos impactos em relação ao solo. Além disso, a coluna de direção ajustável eletricamente ajuda a encontrar a posição ideal de guiar.

Os dois são equipados com motores 2.0 turbo de quatro cilindros. São 250 cv para o F-Pace e 252 cv para o Audi. Os torques são semelhantes, e entregues em rotações baixas. O britânico traz câmbio automático de oito marchas e o mexicano, automatizado de sete velocidades e duas embreagens. Ambos fazem trocas sem trancos nas mudanças.

Mesmo com as semelhanças, o Audi consegue ser um pouco mais rápido na hora de acelerar. Contribui para isso o câmbio, que é um pouco mais rápido que o do F-Pace. O Q5 também tem peso levemente inferior (40 kg a menos).

Os dois carros têm rodar bastante silencioso. O consumo de combustível é um pouco melhor no Audi.
A central multimídia do mexicano tem tela sobre o painel e comandos por botão no console. A do Jaguar, integrada, é sensível ao toque e mais fácil de manusear. As revisões do F-Pace são mais caras, mas a marca oferece o programa Jaguar Care, com cinco verificações por R$ 4.990, o que pode reduzir a conta (e levou à igualdade de notas na tabela abaixo).

OPINIÃO: Imagem vale mais

Algum tempo atrás, não havia dúvidas: os carros da Jaguar eram mais sofisticados que os das marcas alemãs. Isso mudou. Dependendo do segmento, atualmente há germânicos bem mais requintados que o equivalente da marca britânica.

A fama, porém, não acompanhou a realidade. Quando se circula em um Jaguar, é fácil notar que os carros da marca despertam mais admiração que os Audi, BMW e Mercedes-Benz. Muitos acreditam que os ingleses são também bem mais caros. Geralmente, estão errados.

Não no caso do F-Pace 2.0 a gasolina. É difícil de explicar por que o SUV é tão mais caro que o Q5. A versão de entrada do inglês já custa mais que o Audi de topo. Quando se compara o Jaguar R-Sport, que também tem menos equipamentos que a versão Ambition do mexicano, a diferença vira um abismo. E não se justifica racionalmente: o britânico não é um SUV superior. Mas sempre há a emoção de ser dono de um Jaguar.


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