Aos poucos, a série “coisas que não te contaram” vai ficando mais interessante. Neste terceiro capítulo, depois de HR-V e Yaris, o escolhido é o Civic.
Está ficando muito japonesa essa série, né? Mas é que me lembrei de uma história muito legal sobre o Honda. Na próxima prometo dar uma variada e colocar um modelo de marca europeia ou americana.
Vamos ao sedã médio da Honda, então? A coisa mais interessante que não te contaram sobre o Civic envolve a histórica rivalidade com o Corolla. E um grande erro motivado pela ânsia em derrotar a Toyota.
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HYUNDAI HB20 PREMIUM AT 15/15 - R$ 38.500
A versão de topo do HB20 é bem equipadinha, com ar-condicionado automático, central multimídia e bancos de couro. O motor é um valente 1.6 de 128 cv acoplado a um câmbio automático de seis marchas.
PEUGEOT 208 1.2 ACTIVE 17/18 - R$ 38 MIL
O 208 com motor 1.2 pode não ser um arroubo de desempenho, mas é muito econômico e gostoso de dirigir na cidade. Além disso, o hatch é estiloso, confortável e bem acabado.
CHEVROLET PRISMA LTZ 1.4 AT 14/15 - R$ 40 MIL
O Prisma é o sedã compacto mais vendido do País. Unidades mais antigas, mas da versão de topo com câmbio automático, já podem ser encontradas abaixo dos R$ 40 mil. Vale pesquisar os menos rodados e com histórico de manutenção em dia.
VOLKSWAGEN JETTA 2.0 11/11 - R$ 38 MIL
Quem quiser rodar de sedã médio já consegue comprar um Jetta 2011 por menos de R$ 40 mil. O motor 2.0 é antigo, mas é valente e consegue dar desempenho satisfatório ao modelo. O espaço interno é amplo e o porta-malas é cavernoso, com mais de 500 litros.
FORD FIESTA TITANIUM MANUAL 13/14 - R$ 38 MIL
O pulo do gato é evitar as versões com câmbio automatizado Powershift e procurar um modelo manual mesmo. A versão Titanium é a de topo do Fiesta e o hatch tem itens importantes, como sete air bags, ar-condicionado automático e bancos de couro.
HONDA FIT LX 15/15 - R$ 40 MIL
Com R$ 40 mil já é possível levar um Fit da geração atual. A versão é a de entrada, bem pelada, e tem só o básico. Mas o Fit é espaçoso, prático, econômico e barato de manter.
CHEVROLET ONIX LTZ AT 14/15 - R$ 39 MIL
A versão de topo do Onix é uma compra certa. O modelo é confiável, bem equipado e tem uma desejada transmissão automática. A central multimídia ainda é a primeira versão do MyLink, mas quebra o galho.
VOLKSWAGEN FOX HIGHLINE 1.6 15/15 - R$ 38 MIL
A versão de topo do Fox é pra lá de bem equipada, tem o mesmo motor 1.6 de 120 cv usado no Polo atual e com um pouco de pesquisa dá até pra encontrar unidades com teto solar elétrico.
CHEVROLET SONIC SEDAN 13/14 - R$ 38 MIL
Quase ninguém lembra do Sonic, já que o modelo ficou pouco tempo em mercado e não era dos mais populares. O sedã é espaçoso e gostoso de dirigir. O motor 1.6 de 120 cv dá conta do recado e o câmbio automático ajuda no dia a dia. Bom para quem quer sair da mesmisse.
TOYOTA ETIOS X 1.3 17/18 - R$ 39 MIL
Com R$ 40 mil até dá para levar modelos mais antigos de versões mais equipadas. Mas os 17/18 já são reestilizados e ganharam o bom painel digital. Todos também têm câmbio manual de seis marchas, ante as cinco do modelo mais antigo.
Civic ‘geração’ nove
Em setembro de 2017 o CEO da Honda, Takahiro Hachigo, convocou a imprensa para falar sobre os problemas enfrentados pela montadora que comanda e admitir os erros do passado. O principal alvo? A nona geração do Civic.
Para o executivo japonês, aquele modelo foi um dos principais exemplos de queda de qualidade por produtos da Honda. A razão dessa queda, segundo Hachigo? A obsessão por superar a Toyota em vendas.
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“Priorizamos a participação de mercado, em detrimento da inovação”, disse Hachigo à época. Por isso, o Civic geração nove foi uma “vítima” da redução de custos.
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O projeto inicial era de um carro totalmente diferente, com nova plataforma. Uma nova geração de verdade. No entanto, o Civic nove acabou virando uma atualização do oitavo modelo, com porta-malas maior e estilo mais careta.
Além disso, com demandas de redução de custo, o carro acabou ficando menor e menos espaçoso que o planejado.

Campeão de vendas?
Já o modelo anterior, o de oitava geração, foi um marco na história do Civic. Ele trouxe visual moderno e atraiu os jovens.
Antes de ser lançada, porém, enfrentou muita resistência no alto escalão da Honda. Havia um temor de que ele fosse moderno demais para o público até então conservador do Civic.
Aqui no Brasil, porém, o sedã fez muito sucesso. Tanto que a oitava geração foi ápice da carreira do modelo do País, em termos de vendas, e a glória na briga pessoal com o Corolla.
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Porém, apesar de muitos acharem que aquele geração foi uma líder absoluta de vendas, na verdade ela só conquistou o primeiro lugar durante dois anos.
Um deles foi em 2007, primeiro ano cheio de vendas da oitava geração do Civic. Ele conquistou 47.747 emplacamentos, ante os 34.461 do Corolla. A outra liderança do Honda ocorreu em 2008.
Em 2009, o Corolla retornou à primeira posição do segmento, da qual nunca mais saiu.
Outras curiosidades
Dos sedãs médios de marcas generalistas (que não são premium) vendidos hoje no Brasil, o Civic é o único a ter sistema de suspensão independente nas quatro rodas. Os demais trazem eixo de torção.
O motor 1.5 turbo da versão de topo é a gasolina. Ela ainda não recebeu tecnologia flexível porque, diferentemente do motor 2.0, o turbo é importado dos EUA.

O Civic de décima geração (a atual) já passou por diversos reajustes de preço desde que foi lançado, em 2016. A versão de topo, Touring, foi a que registrou menos altas na tabela.
Dos R$ 125 mil de preço que tinha quando foi lançado, hoje o Civic Touring custa R$ 128.900.
O carro faz carreira nas pistas. A versão Type-R, a mais esportiva (e baseada no hatch), está no campeonato mundial de turismo WTCR. O modelo de corrida, aliás, foi apresentado no Salão de Genebra de 2018.
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