Primeira Classe Rafaela Borges

05/10/2014 - 9 minutos de leitura.

Doze acidentes graves da Fórmula 1

Acidente de Jules Bianchi foi bastante grave, mas médicos afirmam que cirurgia do piloto foi bem sucedida. Em 40 anos, alguns acidentes terminaram apenas com ferimentos. Outros, infelizmente, tiveram vítimas fatais. Veja alguns exemplos

A expressão e os gestos de Hamilton, Rosberg e Vettel antes de subirem no pódio do GP do Japão, em Suzuka, levou os telespectadores a pensarem o pior. Talvez Jules Bianchi tivesse encerrado uma positiva estatística: desde 1994, nenhum piloto de F-1 morreu na pista em fim de semana de Grande Prêmio.

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Mas, felizmente, Bianchi sobreviveu ao terrível acidente desta tarde no Japão, madrugada no Brasil, quando sua Marussia atingiu o guindaste que retirava da área de escape a Sauber batida de Adrian Sutil. Teve traumatismo craniano e passou por cirurgia que, segundo os médicos, foi bem sucedida. Aqui, estamos torcendo pela breve recuperação deste talentoso piloto francês.

 

Desde a morte de Ayrton Senna, em 1994, houve muitos acidentes graves na F-1. Alguns pilotos se feriram com gravidade. Outros saíram andando do carro. Nenhum veio a óbito.

 

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Mas nem sempre foi assim. Nos anos 60 e 70, era imensa a taxa de mortalidade na Fórmula 1. Infelizmente, muito dos acidentes graves culminaram na morte dos pilotos.

Confira a lista de 12 graves acidentes da Fórmula 1

1 – Helmut Koinigg, 1974

O acidente que tirou a vida do austríaco em seu fim de estreia na F-1, durante o treino para o Grande Prêmio dos Estados Unidos, em Watkins Glen, chocou pela violência e a consequência. O forte impacto de seu Surtees contra o muro de proteção decapitou o piloto, que veio a óbito na pista, aos 25 anos.

2 – Niki Lauda, 1976

Um dos acidentes mais famosos da história da Fórmula 1 foi até retratado em filme (“Rush – No Limite da Emoção”). Em Nurburgring, na Alemanha, Lauda bateu forte contra o muro de proteção e sua Ferrari explodiu em chamas. Ele foi retirado pelos outros pilotos do carro, sofreu várias queimaduras e passou semanas no hospital entre a vida e a morte. Mas o então campeão sobreviveu para, ainda naquela temporada, disputar o título até a última etapa e, posteriormente, vencer dois outros campeonatos. Hoje, Lauda é um dos diretores da equipe sensação de 2014, a Mercedes, além de próspero empresário.

3 – Gilles Villeneuve, 1982

O acidente que matou aquele considerado por muitos um dos mais talentosos pilotos da história da F-1 antes que ele pudesse vencer seu primeiro título é um dos visualmente mais chocantes já vistos na categoria. Foi durante a classificação para o GP da Bélgica, em Zolder. Em uma volta rápida, a roda de sua Ferrari se chocou contra a do March de Jochen Mass. O carro foi lançado ao ar e, depois, parou, destruído, no meio da pista. O piloto foi declarado morto horas mais tarde, no hospital.

 

4 – Gerard Berger, 1989

Foi na mesma curva em que morreu Ayrton Senna, a Tamburello, em Ímola (Itália), durante o Grande Prêmio de San Marino. Na quarta volta, sua Ferrari bateu forte contra o muro e pegou fogo. O incêndio foi apagado rapidamente e os comissários tiraram o austríaco do carro. Berger não teve ferimentos graves.

5 – Rubens Barrichello, 1994

Durante a sessão de treinos livres para o GP de San Marino, o Jordan do brasileiro “voou” e capotou em um impressionante acidente. Barrichello foi levado ao hospital Maggiore, em Bolonha, e quebrou o nariz. Ficou fora algumas corridas na temporada.

6 – Roland Ratzenberger, 1994

Um dia após o acidente de Barrichello, o austríaco bateu sua Simtek contra a curva Villeneuve durante os treinos classificatórios. Teve fraturas no crânio e pescoço. Sua morte foi anunciada logo após a entrada no hospital Maggiore.

7 – Ayrton Senna, 1994

O tricampeão brasileiro foi a último a falecer, na pista, durante um fim de semana de Grande Prêmio. Foi após forte choque contra a Tamburello. Ferido na cabeça por uma peça que se soltou no carro, Senna veio a óbito logo depois.

8 – Karl Wendlinger, 1994

Aquele ano foi “negro” para a Fórmula 1. Wendlinger perdeu o controle de sua Sauber na saída do túnel durante o GP de Mônaco. Teve ferimentos na cabeça e entrou em coma. Recuperou-se totalmente, mas nunca retornou à F-1. Curiosamente, quem o substituiu nas etapas após o acidente foi Andrea De Cesaris, que faleceu neste domingo, vítima de um acidente de moto.

9 – Mika Hakkinen, 1995

No Grande Prêmio da Austrália, após bater sua McLaren, Hakkinen teve graves ferimentos no rosto. É forte a imagem de sua face ensanguentada na hora do resgaste. Passou por traqueostomia, foi levado ao hospital e ficou alguns dias na UTI. Voltou à F-1 na etapa de abertura de 1996. Venceria dois títulos no fim da década.

10 – Michael Schumacher, 1999

 

Após forte batida no GP da Inglaterra, em Silverstone, Schumacher, então bicampeão, teve a perna direita quebrada. Só retornou à F1 no início da temporada seguinte.

11 – Robert Kubica, 2007

O impressionante acidente do polonês durante o GP do Canadá  deixou seu BMW totalmente destruído, mas também mostrou o imenso avanço na segurança de F-1. O piloto deixou o carro consciente, apesar de ter sofrido leve traumatismo craniano.

12 – Felipe Massa, 2009

Nos treinos classificatórios para o GP da Hungria, a viseira de seu capacete foi atingida por uma mola solta do carro de Rubens Barrichello. Ferido acima dos olhos, perdeu a consciência. Sua Ferrari bateu contra a barreira de pneus. Felipe chegou ao centro médico acordado, mas foi levado ao hospital, onde foi constatada lesão cerebral. Só retornou à F-1 na temporada seguinte.

ATUALIZADO ÀS 11H02

 

 

 

 

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