Mercedes GLA renovado desafia o líder Audi Q3

Com tabela de R$ 158.900, Mercedes-Benz, que recebeu reestilização, encara o Audi, que começa em R$ 150.990 e é o utilitário-esportivo de luxo mais vendido do Brasil

Crédito: Rafael Arbex/Estadão

Reestilizado neste ano, o GLA, da Mercedes-Benz, desafia o líder do segmento de utilitários-esportivos de luxo no País, o Q3. Os modelos são semelhantes em quase tudo, do motor às dimensões. Por isso, o preço acabou sendo o fator determinante na definição deste duelo, a favor do Audi, que tem tabela inicial de R$ 150.990 na versão Attraction, e vai a R$ 164.990 na Ambiente. As duas têm motor 1.4 turbo flexível de 150 cv.

O GLA tem tabela a partir de R$ 158.900, na opção Style, e de R$ 175.900 na Advance. O motor é o 1.6 turbo de 156 cv, também com tecnologia flexível.

A lista de equipamentos de ambos é semelhante. O Q3 Attraction traz ar-condicionado convencional – o digital de duas zonas está apenas na versão Ambiente. Esse item é de série desde o GLA de entrada. No caso dos ajustes elétricos para o banco do motorista, ocorre o inverso. O sistema vem de fábrica desde a opção básica do Audi e está só no Mercedes de topo.

A central multimídia mais completa só está no Q3 Ambiente e no GLA Advance. A do primeiro tem tela dobrável, que harmoniza bem com a cabine.

A do Mercedes parece um tablet mal adaptado no painel e o sistema é pouco intuitivo – o do Audi é mais fácil de usar. Nenhuma das centrais tem tela sensível ao toque – os comandos são ativados por botões no painel ou no console central.

Os dois vêm de série com freios de estacionamento elétrico, faróis com LEDs de uso diurno e start&stop. Para o Mercedes, o único opcional é pintura.

O Audi oferece dois pacotes na versão Ambiente. O com teto solar e abertura elétrica do porta-malas custa R$ 9.500. O outro se destaca pelo leitor de faixas de rolamento da pista e custa R$ 5.500. Esses itens não são oferecidos no GLA.

O Q3 é melhor também na capacidade de porta-malas, mas o Mercedes acomoda um pouco melhor os ocupantes do banco de trás. Ainda assim, em ambos apenas dois adultos viajam com conforto na parte traseira.

A cabine do GLA leva vantagem no acabamento, mas perde em ergonomia. Sua alavanca de câmbio, na coluna de direção, libera espaço, mas confunde o motorista (em geral, é ali que fica a haste da seta). Na prática, porém, as soluções do Q3, como os vários porta-objetos, por exemplo, são melhores.

Ao volante, modelo da Mercedes-Benz leva vantagem

Os principais trunfos do GLA surgem ao volante. O Mercedes é superior tanto em agilidade quanto no comportamento dinâmico. Os dois carros têm o mesmo torque (25,5 mkgf), mas o do Mercedes é entregue 300 rpm mais cedo. Isso, por si só, não seria suficiente para garantir vantagem considerável, mas o câmbio cumpre muito bem seu papel.

Os dois têm caixa automatizada e duas embreagens, mas a do GLA tem sete marchas, ante seis do Q3. O câmbio do Mercedes é mais rápido que o do rival.

Além disso, quando o motorista pisa com força no pedal do acelerador – em ultrapassagens, por exemplo –, o motor do Q3 vacila um pouco, antes de embalar. Trata-se de uma característica comum dos turbinados “pequenos” do Grupo Volkswagen, do qual a Audi faz parte.

Em curvas, o GLA é mais eficiente também, graças ao ajuste mais firme das suspensões. Isso, porém, acaba gerando um certo desconforto em pisos irregulares, com os quais o utilitário da Mercedes tem alguma dificuldade de lidar. O rodar do Q3 é, em geral, mais confortável.

Os preços de seguro e manutenção dos dois são equivalentes. Tanto Q3 quanto GLA são feitos no Brasil – o Audi em São José dos Pinhais (PR) e o Mercedes, em Iracemápolis (SP).

Especialistas em luxo têm de mudar rapidamente

Q3 e GLA evidenciam uma nova realidade para as marcas de luxo: seus produtos têm de ser atualizados cada vez mais rapidamente ou é preciso haver plataformas que permitam fazer alterações profundas nos modelos em curto espaço de tempo. Isso porque, com as tecnologias de conectividade, entre outras, os carros estão evoluindo rapidamente.

Já há utilitários de marcas generalistas, maiores e mais baratos, que passam a impressão de serem mais modernos que os de Audi e Mercedes, por exemplo. Ao menos em aspectos que o consumidor pode ver.

Q3 e GLA não têm, por exemplo, central multimídia de destaque – as telas nem ao menos são sensíveis ao toque. Embora o sistema do Audi seja mais intuitivo, perde para o do Jeep Compass e do Chevrolet Equinox, por exemplo. É hora de mudar.

PRÓS E CONTRAS

Audi Q3

Prós: Preço. Com pacote de equipamentos semelhante ao do rival, Q3 tem tabela mais em conta
em todas as versões.

Contras: Motor. Quando se pisa forte no acelerador, o 1.4 leva mais tempo que o 1.6 do concorrente para começar a responder. Depois, vai bem.

Mercedes GLA

Prós: Comportamento. O GLA vai muito bem tanto na hora de acelerar quanto em estabilidade. Desempenho em curvas é muito bom.

Contras: Praticidade. Há soluções que poderiam melhorar, como a posição da alavanca de câmbio. Faltam porta-objetos e multimídia é difícil de usar.

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