Strada Hard Work aposta no trabalho

Com cabine dupla, Fiat Strada Hard Working tem motor 1.4 e parte de R$ 64.890

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Fiat Strada Hard Working Cabine Dupla 1.4 Foto: Fiat

A Strada é líder de vendas entre as picapes compactas no País há 17 anos. O principal mérito do utilitário feito pela Fiat em Betim (MG) é a ampla oferta de opções, que inclui motores 1.4 e 1.8, além de cabine simples, estendida e dupla – exclusiva do modelo. Para manter as vendas aquecidas, uma vez que os consumidores que compram picapinhas apenas para levar a caçamba para passear estão optando pela Toro e pela Renault Oroch, a marca italiana tem investido nas versões para trabalho. É o caso da Hard Working, que na linha 2018 está disponível com o propulsor “menor” e as três opções de carroceria. Avaliamos a de topo, cuja tabela parte de R$ 64.890.

Por causa do foco no uso profissional, o interior recebeu revestimentos escuros. Identificada por adesivos na tampa da caçamba e soleira das portas, a versão Hard Working vem de série com ar-condicionado, direção hidráulica, volante com ajuste de altura, rodas escurecidas e protetor de cárter.

Da lista de opcionais fazem parte capota marítima, faróis de neblina, vidros e travas elétricos, janelas traseiras corrediças, sensor de obstáculos na traseira, rádio com toca-CDs e conexão Bluetooth, entrada USB e rodas de liga de 14”. Curiosamente, os espelhos retrovisores externos não têm acionamento elétrico.

A cabine está datada e não esconde a idade do projeto. A mesma sensação surge quando o motorista tenta encontrar a melhor posição de guiar.

Os revestimentos são simples e conectar o cabo do celular na entrada USB é difícil. Há pouco espaço no console central e entre os bancos.

A maior virtude da Strada de cabine dupla é a terceira porta. Embora seja preciso algum malabarismo para tirar o cinto de segurança do banco dianteiro do caminho, quem vai atrás consegue entrar e sair da picape com relativa facilidade.

Andando

O conhecido motor 1.4 flexível de até 88 cv de potência e 12,5 mkgf de torque proporciona desempenho limitado à picapinha. Com duas pessoas a bordo e sem nada na caçamba, a Strada até vai bem, mas o motorista terá de reduzir marchas toda vez que precisar de respostas mais convincentes, como em ultrapassagens na estrada.

O problema surge quando o carro é carregado – quatro ocupantes e suas bagagens. Mesmo nas saídas de semáforo é preciso manter o motor girando alto.

A Fiat tentou minimizar esse porém com uma primeira marcha curta. Mas as demais têm engates um tanto imprecisos.

A suspensão, com ajustes voltados ao conforto, agrada em baixa velocidade. Na estrada, surge uma certa sensação de insegurança em curvas rápidas.

 

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