Um mergulho cultural em Porto Alegre

Região central da capital do Rio Grande do Sul mistura história, arquitetura e bons parques

Centro de Porto Alegre. FOTO: JF Diorio

A segunda edição do Redescobrindo o Brasil teve como ponto de partida a capital mais meridional do País: Porto Alegre. À primeira vista, a cidade, com prédios altos e inúmeros viadutos, passa a impressão de ser cosmopolita. Mas, aos poucos, percebe-se que seu 1,5 milhão de habitantes conservam um modo de vida interiorano.

Poucos quilômetros separam as principais atrações históricas e culturais. E, nos percursos, parques como o Farroupilha (ou Redenção) e Moinhos de Vento (ou Parcão) mostram que a capital é uma das mais arborizadas do Brasil.

Em seu centro histórico, na Praça da Alfândega, são as altas palmeiras que chamam a atenção e embelezam o cenário. Enquanto ao fundo fica a entrada principal do cais do porto do Rio Guaíba, ao redor há espaços de interesse turístico, todos com entrada gratuita e instalados em belos edifícios do início do século 20.

A antiga sede dos Correios e Telégrafos sedia o Memorial do Rio Grande do Sul, cujo acervo remete aos eventos que moldaram a história e a identidade do povo gaúcho. A poucos passos dali, o prédio construído para abrigar a Delegacia Fiscal da Fazenda foi transformado, em 1978, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, o MARGS. Seus espaços decorados com azulejos azuis reúnem uma coleção permanente de arte local, além de receber exposições temporárias.

Destinado a mostras de artes visuais, shows e cursos, o Santander Cultural ocupa um belo edifício clássico. O salão principal impressiona pelo alto pé-direito e pelo teto com coloridos vitrais de origem francesa. No subsolo, há cinema, cafeteria e uma lojinha.

Porto Alegre também possui espaços culturais onde a tecnologia e a modernidade dão o tom. É o caso do Museu de Ciências e Tecnologia da PUC-RS, no bairro Partenon. Lá, crianças e adultos conhecem, por meio de atrações interativas, mais sobre o universo, o corpo humano, a evolução das espécies e as características do Estado – aprende-se, por exemplo, que o Guaíba não é um rio, mas um lago.

Para uma experiência ainda mais contemporânea, a dica é o Instituto Ling, no bairro Três Figueiras (entrada grátis). No espaço há uma galeria que recebe exposições temporárias, salão de eventos, auditório, áreas destinadas a cursos de artes e gastronomia e uma cafeteria.

Inaugurado em 2014, o edifício, projetado pelo premiado arquiteto paulista Isay Weinfeld, tem linhas sóbrias e abundância de iluminação natural. Trata-se de um obra que por si só já vale a visita.

Trânsito na capital gaúcha é tranquilo e educado

Tranquila, Porto Alegre recebe quem a visita de carro com um trânsito surpreendentemente calmo para uma grande capital. Com vias largas e bem sinalizadas, são raros os congestionamentos, mesmo nos horários de pico nas regiões mais movimentadas.

POA está longe de ser tão pequena quanto pode parecer à primeira vista, ainda que a maior parte dos pontos turísticos fique nas zonas norte e central. Pedestres e bicicletas são priorizados mesmo que estejam fora da faixa ou em semáforos.

Estacionar também é fácil, ainda que a presença de flanelinhas seja comum em parques e museus, mesmo onde a parada é regulamentada pela prefeitura. Em alguns pontos há parquímetros – os tíquetes de estacionamento custam R$ 2 por hora.

A topografia é plana em boa parte dos bairros, mas chama atenção a quantidade de viadutos e túneis feitos para ligar diferentes avenidas e áreas da cidade. É fácil se localizar e voltar ao trajeto original, caso o motorista erre o caminho.


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