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Vendas de carros importados sobem em outubro
Mercado

Vendas de carros importados sobem em outubro

Mês teve números melhores do que em setembro, com 3,4 mil unidades de importados vendidas. Acumulado do ano ainda é menor do que em 2018

Redação

10 de nov, 2019 · 3 minutos de leitura.

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Vendas devem ficar abaixo do esperado para 2019
Crédito:Tiago Queiroz/Estadão
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As vendas de carros importados subiram 19,8% em outubro na comparação com os números de setembro. Os dados da Abeifa, a associação que reúne importadoras e fabricantes apontam 3.400 unidades vendidas em outubro, ante 2.800 de setembro.

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No entanto, o acumulado do ano ainda registra queda de 8,9% em relação a 2018. No ano passado, foram vendidos 31,2 mil carros importados entre janeiro e outubro. Em 2019 foram 28,4 mil unidades no mesmo período.

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Outubro de 2019 também foi pior do que o mesmo mês de 2018. O mês registrou queda de 2,2% nas vendas. Em outubro de 2018 foram 3,8 mil carros importados vendidos.

Nacionais

Ainda assim, as vendas das importadoras filiadas à Abeifa que também produzem no Brasil aumentaram. BMW, Caoa Chery e Suzuki venderam 38,4% a mais entre janeiro e outubro de 2019 do que no mesmo período do ano passado.

Ao todo, a comercialização de carros, motos, caminhões e outros veículos alcançou 367.600 mil unidades em outubro, contra 337 mil em setembro, alta de 9,1%. Em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento é de 4,5%.


De janeiro a outubro, o setor apresenta variação positiva de 10,6% em comparação com o mesmo período de 2018. Foram emplacados 3,32 milhões de veículos neste ano. A Fenabrave projeta 3,9 milhões de unidades até dezembro.

Considerando apenas automóveis e comerciais leves, o mercado aqueceu 8% em relação a setembro, mas caiu 1,4% contra outubro de 2018. “O ritmo de crescimento permanece moderado e estável”, avalia a Fenabrave. O segmento representa em torno de 65% das vendas no País.

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Oficina Mobilidade

Testes de colisão validam a segurança de um carro; entenda como são feitos

Saiba quais são os critérios utilizados para considerar um automóvel totalmente seguro ou não

03 de mai, 2024 · 2 minutos de leitura.

Na hora de comprar um carro zero-quilômetro, muitos itens são levados em conta pelo consumidor: preço, complexidade de equipamentos, consumo, potência e conforto. Mas o ponto mais importante que deve ser considerado é a segurança. E só há uma maneira de verificar isso: os testes de colisão.

A principal organização que realiza esse tipo de avaliação com os automóveis vendidos na América Latina é a Latin NCAP, que executa batidas frontal, lateral e lateral em poste, assim como impactos traseiro e no pescoço dos ocupantes. Há também a preocupação com os pedestres e usuários vulneráveis às vias, ou seja, pedestres, motociclistas e ciclistas.

“Os testes de colisão são absolutamente relevantes, porque muitas vezes são a única forma de comprovar se o veículo tem alguma falha e se os sistemas de segurança instalados são efetivos para oferecer boa proteção”, afirma Alejandro Furas, secretário-geral da Latin NCAP.

As fabricantes também costumam fazer testes internos para homologar um carro, mas com métodos que divergem do que pensa a organização. Furas destaca as provas virtuais apresentadas por algumas marcas.

“Sabemos que as montadoras têm muita simulação digital, e isso é bom para desenvolver um carro, mas o teste de colisão não somente avalia o desenho do veículo, como também a produção. Muitas vezes o carro possui bom design e boa engenharia, mas no processo de produção ele passa por mudanças que não coincidem com o desenho original”, explica. 

Além das batidas, há os testes de dispositivos de segurança ativa: controle eletrônico de estabilidade, frenagem autônoma de emergência, limitador de velocidade, detecção de pontos cegos e assistência de faixas. 

O resultado final é avaliado pelos especialistas que realizaram os testes. A nota é dada em estrelas, que vão de zero a cinco. Recentemente, por exemplo, o Citroën C3 obteve nota zero, enquanto o Volkswagen T-Cross ficou com a classificação máxima de cinco estrelas.

O que o carro precisa ter para ser seguro?

Segundo a Latin NCAP, para receber cinco estrelas, o veículo deve ter cinto de segurança de três pontos e apoio de cabeça em todos os assentos e, no mínimo, dois airbags frontais, dois laterais ao corpo e dois laterais de cabeça e de proteção para o pedestre. 

“O carro também precisa ter controle eletrônico de estabilidade, ancoragens para cadeirinhas de crianças, limitador de velocidade, detecção de ponto cego e frenagem autônoma de emergência em todas as suas modalidades”, revela Furas.

Os testes na América Latina são feitos à custa da própria Latin NCAP. O dinheiro vem principalmente da Fundação Towards Zero Foundation, da Fundação FIA, da Global NCAP e da Filantropias Bloomberg. Segundo o secretário-geral da entidade, em algumas ocasiões as montadoras cedem o veículo para testes e se encarregam das despesas. Nesses casos, o critério utilizado é o mesmo.

“Na Europa as fabricantes cedem os carros sempre que lançam um veículo”, diz Furas. “Não existe nenhuma lei que as obrigue a isso, mas é como um compromisso, um entendimento do mercado. Gostaríamos de ter esse nível aqui na América Latina, mas infelizmente isso ainda não ocorre.”