Chefe da Audi vira réu no ‘Dieselgate’

CEO da Audi, Rupert Stadler se tornou réu no caso de fraude cometida pelo Grupo Volkswagen

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CRÉDITO: Lukas Barth/EFE EPA8891. INGOLSTADT (ALEMANIA), 09/05/2018.- Foto de archivo del máximo responsable del fabricante automovilístico Audi, Rupert Stadler, antes del inicio de la junta general de accionistas de Audi en Ingolstadt, Baviera (Alemania) el 9 de mayo de 2018. La Fiscalía Estatal de la ciudad alemana de Múnich (sur) anunció hoy, 11 de junio de 2018, que investiga a Stadler por presunto fraude en relación con el caso de manipulación de emisiones contaminantes. EFE/ Lukas Barth

O “dieselgate” continua dando desdobramentos no Grupo Volkswagen. Agora, o CEO da Audi, Rupert Stadler, foi declarado réu no caso fraude a testes de emissões de poluentes (em carros com motores a diesel).

A acusação foi feita pela promotoria de Munique, na Alemanha. Stadler é o executivo de maior poder ainda trabalhando no Grupo Volkswagen que foi acusado no processo.

Na manhã desta segunda-feira (11), o apartamento do executivo foi alvo de uma ação promotoria em parceria com a polícia alemã. Além dele, um outro membro do conselho da Audi, Bernd Martens (vice-presidente de compras), passou pela mesma ação.

O CEO e o chefe de compras da marca de Ingolstadt são investigados por fraude e falsificação de documentos públicos relativos à venda de carros a diesel na Europa. Martens seria o responsável por uma força tarefa na Audi criada para lidar com o caso em parceria com a VW.

Stadler teria sido implicado em todo o caso de fraude dos motores por dois engenheiros que foram investigados e interrogados.

Entenda o dieselgate

Em 2015, a Volkswagen foi acusada de usar um dispositivo que permitia a seus motores a diesel enganar as medições de emissões de poluentes. Assim, em uma condição de teste, os motores passavam a impressão de estarem dentro da lei. Porém, em condições reais de uso, eles emitiam até 40 vezes mais particulas poluentes no ar.

Modelos da Volkswagen, Audi, Porsche, Seat, Skoda e VW Comercial estavam envolvidos. Esses carros eram equipados com motores quatro-cilindros e V6 turbodiesel. No Brasil, o único carro envolvido foi a picape Amarok. Isso rendeu uma multa do Ibama de R$ 50 milhões por fraude e o pagamento de 1 bilhão aos proprietários das picapes. A Volkswagen está recorrendo.

Além disso, a companhia se viu obrigada a fazer um recall das 17.057 unidades envolvidas. Os exemplares foram produzidos entre 3 de dezembro de 2009 e 11 de novembro de 2011.


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