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Documentário da Netflix mostra o lado mais sinistro da Fórmula 1
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Documentário da Netflix mostra o lado mais sinistro da Fórmula 1

Disponível a partir de 8 de março, 'Drive to Survive' examina os dramas humanos e sacrifícios envolvidos no esporte mais perigoso do mundo

Redação

24 de fev, 2019 · 3 minutos de leitura.

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Drive to Survive
'Drive to Survive' mostra pressão que pilotos vivem para entregar resultados
Crédito:Crédito: Netflix

No ano passado, a Netflix fez uma parceria com a Fórmula 1 para produzir um documentário em 10 episódios sobre a temporada 2018. O resultado é “Drive to Survive” (em português, “dirigir para sobreviver”). Ele estará disponível a partir do dia 8 de março para todos os assinantes da plataforma de streaming.

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A série mostra os bastidores da Fórmula 1, com foco em seu lado mais passional, intenso e arriscado. A luta pelo melhor resultado nesse esporte multibilionário é capaz de fazer um piloto dizer “vou fazer qualquer coisa que puder para obter a melhor colocação possível; não tenho medo de morrer”. Essa fala, que aparece no fim do trailer (veja abaixo), já dá uma ideia do tom de urgência do documentário.

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‘Drive to Survive’ promete mostrar dramas, egos, emoções e tragédias

“Drive to Survive” é uma criação conjunta de James Gay-Rees, Paul Martin e Sophie Todd. Gay-Rees foi o produtor executivo de “Senna” e já tem um Oscar no currículo. A ideia deste documentário é explorar o drama e os sacrifícios envolvidos no esporte mais perigoso do mundo.

Para isso, os produtores tiveram total acesso às vidas dos principais personagens da F1 – dos pilotos e seus familiares aos diretores de escuderias. Isso deve render uma visão bastante interessante do esporte e de como ele pode repercutir e transformar histórias humanas que gravitam ao seu redor.


+ McLaren prevê como será a Fórmula 1 do futuro

“A Netflix era a plataforma perfeita para contar a história interna desse esporte incrível”, declarou Martin em um comunicado à imprensa. “A F1 tem sido um mundo de personagens vibrantes e egos superdimensionados, emoções e drama, vitória e tragédia. Mas, até aqui, esse mundo vinha sendo ocultado e escondido dos fãs.”

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Jornal do Carro
Oficina Mobilidade

Testes de colisão validam a segurança de um carro; entenda como são feitos

Saiba quais são os critérios utilizados para considerar um automóvel totalmente seguro ou não

03 de mai, 2024 · 2 minutos de leitura.

Na hora de comprar um carro zero-quilômetro, muitos itens são levados em conta pelo consumidor: preço, complexidade de equipamentos, consumo, potência e conforto. Mas o ponto mais importante que deve ser considerado é a segurança. E só há uma maneira de verificar isso: os testes de colisão.

A principal organização que realiza esse tipo de avaliação com os automóveis vendidos na América Latina é a Latin NCAP, que executa batidas frontal, lateral e lateral em poste, assim como impactos traseiro e no pescoço dos ocupantes. Há também a preocupação com os pedestres e usuários vulneráveis às vias, ou seja, pedestres, motociclistas e ciclistas.

“Os testes de colisão são absolutamente relevantes, porque muitas vezes são a única forma de comprovar se o veículo tem alguma falha e se os sistemas de segurança instalados são efetivos para oferecer boa proteção”, afirma Alejandro Furas, secretário-geral da Latin NCAP.

As fabricantes também costumam fazer testes internos para homologar um carro, mas com métodos que divergem do que pensa a organização. Furas destaca as provas virtuais apresentadas por algumas marcas.

“Sabemos que as montadoras têm muita simulação digital, e isso é bom para desenvolver um carro, mas o teste de colisão não somente avalia o desenho do veículo, como também a produção. Muitas vezes o carro possui bom design e boa engenharia, mas no processo de produção ele passa por mudanças que não coincidem com o desenho original”, explica. 

Além das batidas, há os testes de dispositivos de segurança ativa: controle eletrônico de estabilidade, frenagem autônoma de emergência, limitador de velocidade, detecção de pontos cegos e assistência de faixas. 

O resultado final é avaliado pelos especialistas que realizaram os testes. A nota é dada em estrelas, que vão de zero a cinco. Recentemente, por exemplo, o Citroën C3 obteve nota zero, enquanto o Volkswagen T-Cross ficou com a classificação máxima de cinco estrelas.

O que o carro precisa ter para ser seguro?

Segundo a Latin NCAP, para receber cinco estrelas, o veículo deve ter cinto de segurança de três pontos e apoio de cabeça em todos os assentos e, no mínimo, dois airbags frontais, dois laterais ao corpo e dois laterais de cabeça e de proteção para o pedestre. 

“O carro também precisa ter controle eletrônico de estabilidade, ancoragens para cadeirinhas de crianças, limitador de velocidade, detecção de ponto cego e frenagem autônoma de emergência em todas as suas modalidades”, revela Furas.

Os testes na América Latina são feitos à custa da própria Latin NCAP. O dinheiro vem principalmente da Fundação Towards Zero Foundation, da Fundação FIA, da Global NCAP e da Filantropias Bloomberg. Segundo o secretário-geral da entidade, em algumas ocasiões as montadoras cedem o veículo para testes e se encarregam das despesas. Nesses casos, o critério utilizado é o mesmo.

“Na Europa as fabricantes cedem os carros sempre que lançam um veículo”, diz Furas. “Não existe nenhuma lei que as obrigue a isso, mas é como um compromisso, um entendimento do mercado. Gostaríamos de ter esse nível aqui na América Latina, mas infelizmente isso ainda não ocorre.”