A Lufthansa é uma das companhias aéreas em que voo com mais frequência. Há cerca de dois anos, a Lufthansa passou a operar no Brasil com sua nova classe executiva. À época, fiz um comparativo entre a “business” da companhia alemã e a da Tam.
(No Instagram: @blogprimeiraclasse)
Neste ano, a empresa foi eleita a melhor companhia aérea da Europa no Skytrax Awards, o mais importante prêmio do setor de aviação. Além disso, sua classe executiva foi considerada a quinta melhor do mundo.
Por isso, chegou a hora de escrever sobre a experiência de voar na “business” da Lufthansa. Meu último voo foi em junho, de Frankfurt a Guarulhos.
Aliás, Frankfurt é o único destino operado pela companhia a partir do Brasil (voos diários). No ano passado, por causa da crise que levou à redução do fluxo de passageiros para o exterior, a Lufthansa deixou de operar o voo do País para Munique.
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Os trechos de Frankfurt a Guarulhos e vice-versa são feitos com o Boeing 747, uma das maiores aeronaves do mundo. A classe executiva tem cerca de 60 lugares, nas seções da frente do primeiro andar e no segundo piso.
Pela primeira vez, voei no segundo andar, cuja configuração é 2-2. No primeiro, ela é 2-2-2.
Está aí o principal problema da companhia alemã: a falta de privacidade. Muitas empresas aéreas que reconfiguraram suas classes executivas adotaram a configuração 1-2-1.
Isso é bastante importante para quem viaja sozinho. O passageiro solitário pode desfrutar de mais privacidade nas poltronas das extremidades, sem ninguém ao lado.
Também faz falta entre as poltronas da Lufthansa uma divisória, algo que também reforçaria a privacidade. Porém, fora isso, não há muitas críticas negativas sobre a experiência de voar na executiva da companhia. Veja os destaques.
Em tempo: vou relatar também como é voar na econômica premium. Será que vale a pena?
SERVIÇO EM TERRA
No Terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos, o check-in da executiva costuma ter um pouco mais de fila do que o de outras companhias. Fácil de explicar: entre as empresas europeias, a classe executiva da Lufthansa é uma das maiores.
Ainda assim, as filas não são demoradas. O atendimento nunca demora mais do que dez minutos. Em Frankfurt, não há esse problema. A companhia tem diversos guichês de atendimento espalhados por todo o aeroporto. É bem raro ter alguém à sua frente na hora do check-in.
Em Frankfurt, os passageiros da executiva têm prioridade tanto na imigração quanto no scanner (que substituiu o Raio-X simples naquele aeroporto). Em 2016, essa prioridade não adiantava muito.
O terminal dos voos para o Brasil tinha apenas três aparelhos, e as filas eram inevitáveis. Esse problema, no entanto, foi resolvido. Agora, há mais scanners, e o processo ficou bastante rápido.
Tanto em Frankfurt quanto em Guarulhos, a entrega das malas também foi rápida. Quando cheguei à esteira, elas já estavam lá.
SALA VIP
Sinceramente, não sei porque elogiam tanto as salas VIPs da Lufthansa em Frankfurt. Até acredito que a da primeira classe seja espetacular, mas as da executiva não têm nada demais.
São muito simples, com algumas poltronas confortáveis, mas também bancos que lembram as das salas de embarque convencional.
O serviço de alimentação é correto. Há sempre uma sopa, algumas entradinhas e um prato principal (salsichas e batatas são os mais comuns). A qualidade das bebidas é muito boa, com variedade e, para os amantes de cerveja, os melhores tipos do mundo (afinal, estamos falando de Alemanha).
O grande diferencial da sala vip da Lufthansa em Frankfurt é que cada portão tem uma. Com isso, o passageiro já sai da sala diretamente para a aeronave, o que é bastante prático.
Em Guarulhos, a sala vip é a da Star Alliance. Eu acho a melhor do Terminal 3. Os serviços de alimentação e bebidas são iguais, ou semelhantes, aos das demais. Porém, a sala é mais bem decorada, aconchegante e espaçosa (já escrevi sobre ela em outros posts sobre classes executivas).
POLTRONAS
Apesar da falta de privacidade, as poltronas são muito confortáveis. O espaço é excelente, tanto em relação à da frente quanto na largura.
Há três ajustes padrões: pouso e decolagem, descanso e cama. Porém, dá configurar as posições em múltiplas combinações.
Na hora de dormir, a poltrona se reclina em 180° e se une ao apoio para os pés, largo, formando uma cama grande, boa mesmo para pessoas mais altas.
É possível mudar as posições da mesa, empurrando-a para a frente, por exemplo. Com isso, não é preciso esperar os comissários tirarem os pratos para se levantar.
SERVIÇO DE BORDO
O serviço começa em solo, com champanhe, sucos e águas de boas vindas. Após a decolagem, são servidas bebidas alcoólicas e não alcoólicas, junto com aperitivos (castanhas, geralmente).
O serviço vem em etapas: primeiro a entrada, depois a salada e o prato principal e, por fim, a sobremesa.
Há pelo menos três opções de pratos principais, sempre bem elaborados, mas fáceis de agradar a um público variado. A comida na executiva da Lufthansa é, no geral, muito saborosa e os carros-chefes costumam ser carnes, peixes e massas.
A companhia não investe muito na culinária tipicamente alemã durante os voos. Porém, costuma ter em sua carta de bebidas as cervejas mais badaladas do país.
Como o voo sai no fim da tarde, são dois serviços: jantar e café da manhã. Este costuma incluir pães, frios, geleias, manteiga, iogurte, cereais e um prato quente (panquecas e omeletes são os mais comuns).
DETALHES
O entretenimento de bordo é vasto, com séries, filmes e ebooks, entre outras atrações. Na lista de filmes, há sempre entre seis e dez opções recém-saídas dos cinemas, além de outros, ainda recentes, e diversos mais antigos.
Muitos filmes e séries têm opção de dublagem em português. Mais raras são as opções com legenda em nosso idioma (mas sempre há uma ou duas).
A tela individual é sensível ao toque, mas, como fica bem longe da poltrona, pode ser comandada por controle remoto. É bem fácil e intuitiva.
Ao redor das poltronas há alguns compartimentos – um, grande, pode acomodar sapatos ou bolsas, por exemplo. Cada passageiro tem direito a uma tomada e duas entradas USB.
Por fim, vale dizer que o atendimento a bordo e em solo é um dos pontos altos da Lufthansa. Os comissários e funcionários de terra são eficientes e sempre muito solícitos.
Eu gosto bastante da companhia, que, em resumo, até fica devendo em sofisticação, mas é como se abrisse mão dessa característica para privilegiar a praticidade, o conforto e o bem estar dos passageiros.
E A ECONÔMICA PREMIUM?
Entre a executiva e a econômica convencional, a Lufthansa oferece uma opção intermediária. Trata-se da econômica premium, que, aliás, atualmente faz parte da oferta da maioria das companhias aéreas.
Para comparação, vou dizer a vocês os preços básicos de cada classe (sujeitas a variação conforme data do voo) na Lufthansa. A econômica convencional sai por cerca de R$ 3 mil. A premium, por R$ 5 mil, aproximadamente. Pela executiva, paga-se pelo menos R$ 10 mil.
Na aeronave, entre a cabine da executiva e a da econômica premium, há três fileiras da econômica convencional. Não entendi por que, mas acredito que seja para que a premium comece na saída de emergência, dando mais espaço aos passageiros.
A econômica premium tem cerca de cinco fileiras, cada uma com seis poltronas. A configuração é 2-4-2 (a “economy” convencional é 3-4-3).
As poltronas são muito mais largas. Os passageiros não ficam esbarrando um no outro em hipótese nenhuma. Além disso, há um console grande entre elas.
Na primeira fileira há um apoio para os pés integrado à poltrona. Para os passageiros das demais fileiras, o apoio para os pés está na parte de trás do assento da frente, uma solução bem menos confortável.
Por isso, vale a pena marcar antes o lugar (para essa classe, a marcação é gratuita) e tentar pegar a primeira fila (que, aliás, é a que oferece melhor espaço).
Por falar em espaço, o para as pernas também é mais amplo que na econômica. Porém, nada que permita a um passageiro do meio se levantar sem pedir licença a quem estiver no assento do corredor.
A inclinação também é bem mais ampla – algo entre 45° e 90°. Em resumo, dá para ter uma noite de sono bem mais confortável nessa classe que na econômica convencional.
O serviço é bem semelhante ao da econômica. A diferença é que são servidos água e sucos ainda em solo, e há um cardápio para que o passageiro possa escolher o seu prato antecipadamente.
Também não há prioridade para check-in, nem bagagens. É possível usar as salas vips mediante pagamento de taxas.
Em resumo, a econômica premium é uma econômica com mais conforto. Para quem tem dificuldades de enfrentar voos longos, achei que vale a pena sim. É uma maneira de ter mais bem estar a bordo sem ter de pagar mais que o triplo.
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Panoz Esperante GT1
O Panoz Esperante GT1 tem motor de 608 cv e preço de US$ 890 mil (R$ 2,776 milhões)
Pagani Huayra
Com preço de US$ 1,070,500 (R$ 3,339 milhões), o Pagani Huayra atinge velocidades de até 360 km/h, movido por seu motor de 729 cv
Apollo Arrow
O Apollo Arrow custa US$ 1,100,000 (R$ 3,432 milhões) e tem motor 4.0 biturbo V8 da Audi com 1013 cv.
Nio EP9
Construído na China, o Nio EP9 é dotado de 1359 cv e custa "apenas" US$ 1,200,000 (R$ 3,744 milhões)
Mazzanti Evantra Millecavalli
Produzido em apenas 25 unidades, esse hipercarro tem motor de 1013 cv e preço de US$ 1,200,000 (R$ 3,744 milhões)
Arash AF10 Hybrid
Esse supercarro britânico custa US$ 1,500,000 (R$ 4,680 milhões) e entrega incríveis 2108 cv com um motor V8 de 6.2 litros e quatro motores elétricos
SCG 003S
Com produção restrita a somente três unidades, o SCG 003S tem 811 cv e preço de US$ 1,800,000 (R$ 5,616 milhões)
Zenvo TS1
Atingindo velocidades de 321 km/h, o Zenvo TS1 conta com um motor V8 com dois superchargers e 1179 cv. O preço? US$ 1,800,000 (R$ 5,616 milhões)
W Motors Fenryr Supersport
O design estravagante desse carro casa perfeitamente com o motor 4.0 V8 e biturbo de 912 cv. O preço fica na faixa dos US$ 1,850,000 (R$ 5,772 milhões)
Koenigsegg Regera
Além da beleza, o Regera tem um motor biturbo V8 e três motores elétricos, trazendo a potência total para a casa dos 1520 cv e o preço para US$ 1,900,000 (R$ 5,772 milhões)
Lamborghini Centenario
Com um preço de US$ 1,900,000 (R$ 5,928 milhões), esse supercarro tem sua produção restrita a 40 unidades e possui um motor de 769 cv
Ferrari LaFerrari Aperta
Apesar de não oferecer um preço oficial, estima-se que uma unidade do LaFerrari Aperta saia por US$ 2,200,000 (R$ 6,864 milhões). O esportivo tem motor de 963 cv.
Pagani Huayra Roadster
O Pagani Huayra Roadster tem motor AMG V12 de 762 e custava (pois todas as unidades novas foram vendidas) US$ 2,400,000 (R$ 7,488 milhões)
Ferrari J50
A Ferrari J50 tem motor 3.9 V8 e 699 cv. Assim como LaAperta, seu preço de US$ 2,500,000 (R$ 7,800 milhões) é apenas uma estimativa
Bugatti Chiron
O hipercarro, que teve apenas 500 unidades produzidas, possui motor de 1520 cv e preço de US$ 2,600,000 (R$ 8,112 milhões)
Pagani Huayra BC
Com produção limitada a apenas 20 unidades, o Pagani Huayra BC tem motor de 799 cv e preço de US$ 2,600,000 (R$ 8,112 milhões)
Icona Vulcano Titanium
Com motor de 6.2 V8 de um Corvette ZR1 de 679 cv, o Icona Vulcano Titanium acelera de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos
Aston Martin Valkyrie
Sem preço oficial, mas estimado em US$ 3,000,000 (R$ 9,360 milhões), o Valkyrie tem motor V12 da Cosworth e atinge velocidades de até 321 km/h
W Motors Lykan Hypersport
A W Motors, de Dubai, equipou o Lykan HyperSport com um motor 3.7 biturbo com seis cilindros em linha desenvolvido em parceria com especialistas da Porsche. Cada unidade sai por US$ 3,400,000 (R$ 10,608 milhões)
Lamborghini Veneno Roadster
Custando US$ 4,500,000 (R$ 14 milhões), o preço de uma ilha pequena, o Lamborghini Veneno Roadster foi produzido em apenas 9 unidades. Sua motorização é V12 de 6,5 litros de 760 cv.
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