Compartilhar plataformas é solução para marcas cortarem custos

Bases modulares reduzem custos de produção e permitem ampla variedade de produtos

Foto: Volvo

A plataforma automotiva da imagem que ilustra a matéria se chama Compact Modular Architecture (arquitetura modular compacta, em tradução livre do inglês) e dará vida aos novos carros elétricos que a Volvo promete lançar até 2021. Essa base será utilizada em três das cinco novidades da marca, evidenciando que investir em plataformas versáteis foi o caminho escolhido pela sueca para reduzir custos e tornar seus veículos mais competitivos, sempre visando o futuro.

Plataformas são a base dos carros, nas quais se apoiam a estrutura do chassi, suspensões, mecanismos de direção e do trem de força. Como toda parte estrutural de qualquer negócio, esses sistemas são caros – muitos respondem por 30% do custo do projeto de um veículo. Por isso, cada vez mais montadoras buscam a modularidade ou parcerias para otimizar os investimentos.

Um exemplo recente é a Classe X, primeira picape média da história da Mercedes-Benz, que utiliza a mesma plataforma da Nissan Frontier e da Renault Alaskan. As três deverão estar à venda no mercado brasileiro até 2019.

A MQB, da Volkswagen, é outro bom exemplo de modularidade. Ela está em diversos modelos da marca e também da Audi, graças à ampla possibilidade de utilização. Essa plataforma é utilizada por modelos diversos, como hatch Golf e o esportivo TT, e será a base da nova geração do utilitário Q3.

Esse tipo de aposta também é muito utilizado por fabricantes japoneses. A MC, de 2005, está em veículos como o utilitário-esportivo RAV4 e os sedãs Corolla e Camry, da Toyota, além dos também sedãs Lexus ES e HS. Ou seja: em uma gama de veículos com tipos, funções e faixas de preço distintos.

Outro ponto a favor do compartilhamento de plataformas é o menor tempo de desenvolvimento de produtos. Partindo de uma base existente, basta fazer os ajustes de suspensão e outros parâmetros de modo a acelerar o processo.

Com isso, é possível que um veículo que levaria três anos para ser feito do zero fique pronto em cerca de dois anos. Na ponta do lápis, surge mais uma vez a redução de custos. O interessante é que o compartilhamento de plataformas está longe de ser uma solução recente. Na década de 60 a General Motors já utilizava a mesma base para fazer o Pontiac LeMans, o Buick Skylark, o Chevrolet Chevelle e o Oldsmobile Cutlass. A diferença é que, agora, como são modulares, esses sistemas podem estar em veículos com tamanhos e usos distintos, como se fossem um Lego sem peças definidas – para a alegria dos engenheiros.

Entre as vantagens para o consumidor está a possibilidade de optar por peças de reposição mais baratas na manutenção do usado, por exemplo. Por anos, modelos de Ford e Volvo compartilharam itens, que eram oferecidos no mercado com preços diferentes – conforme a marca. O mesmo ocorre com as vans da PSA e Fiat. No futuro, o dono de uma Classe X poderá comprar peças com preços menores nas autorizadas Nissan e/ou Renault.


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