Fã da Ferrari transforma Testarossa em conversível

Inglês importou exemplar antigo dos EUA e criou sua própria versão conversível da Ferrari, apostando em estética “rat look”

Ferrari Testarossa conversível
Crédito: Scott Chivers

Um dos modelos mais icônicos da Ferrari, a Testarossa nunca teve uma versão conversível de série. A marca italiana fabricou apenas um exemplar dessa variante, como presente para o então presidente da Fiat. Gianni Agnelli.

O britânico Scott Chivers é um fã inveterado da Ferrari. E resolveu que teria uma Testarossa conversível para chamar de sua. Mas, ao invés de comprar o tal exemplar único de conversível original, ele tomou uma atitude ousada. Ele comprou uma Testarossa velhinha, levou para a garagem de casa e criou ele mesmo o conversível dos sonhos.

O resultado é a primeira Ferrari Testarossa Spider “rat rod” de que se tem notícia.

De acordo com Chivers, existem cerca de 15 Testarossas conversíveis adaptadas em todo o mundo. São respostas de fãs ao que eles acreditam ser uma lacuna da marca. Um modelo que deveria ter existido e não foi criado.

Uma das inspirações do colecionador, que tem oito Ferraris, veio dos videogames. Trata-se do game Outrun, da Sega. Ele fazia sucesso na virada dos anos 80 para os 90 e também tinha uma Ferrari sem capota.

Para a criação conversível, ele optou por abraçar a estética “rat look”. Nela, por cima de um conjunto mecânico completamente restaurado e perfeito, há um visual externo propositalmente detonado, sem acabamento. Aos poucos, ele foi garimpando peças genuínas aqui e ali.

Na prática, essa Testarossa “suja” é a antítese perfeita daquelas Ferraris de donos zelosos que evitam rodar com suas preciosidades porque não querem que insetos se estabaquem na grade dianteira.

O carro foi encontrado por acaso, enquanto Chivers buscava peças na internet para um outro exemplar de Testarossa que ele possui. Estava na Califórnia, nos Estados Unidos. O anúncio já estava no ar havia três anos. Como não constava a informação de que o carro havia sido vendido, o colecionador fez contato com o vendedor e os dois logo se entenderam.

Autodidata com a mão na massa

O que chegou às mãos de Chivers foi pouco mais que uma carcaça em estado deplorável, com motor e câmbio que não funcionavam havia pelo menos 20 anos. Não havia nem sinal de assoalho, para-lamas, lateral.

Aos poucos, o corajoso britânico foi caçando peças e se encantando mais e mais com a ideia de transformar o carro em algo diferente de suas outras Ferraris. “Eu me senti como uma criança diante de um quebra-cabeças gigante”, ele diz. Detalhe: como Chivers é autodidata e nunca fez um treinamento formal como mecânico, ele recorreu a vídeos e fóruns na internet para conduzir o projeto sozinho.

Ele diz que a Ferrari nem é um carro tão difícil de mexer, já que foi fabricada em um tempo em que ainda não havia muita tecnologia embarcada para complicar as coisas. “Muita gente se intimida com o logotipo do cavalinho, mas este não deixa de ser um carro qualquer, com muitas similaridades mecânicas com, digamos, um VW Golf GTi antigo”.


Ofertas 0KM

Mais ofertas

Mais ofertas exclusivas

Veja todas as condições especiais


Notícias relacionadas