Onboard Diego Ortiz

Volkswagen pede a conta do Dieselgate e vai pagar com SUVs

Depois do escândalo de emissões, Volkswagen não pode errar e acerta em inundar o mercado com SUVs

conta do Dieselgate
Volkswagen Taigun Crédito: Volkswagen

A Volkswagen traçou há alguns anos o plano de ser a marca de automóveis mais vendida no mundo, superando a Toyota. Tinha tradição, peso e produtos para isso. Mas, mais do que isso, tinha pressa. Essa pressa levou ao Dieselgate, o escândalo mundial de emissões dos motores a diesel do grupo. Ele varreu executivos e inundou os escritórios da fabricante de notícias ruins e multas. Isso foi no ano passado, ontem no planejamento corporativo de longo prazo.

Por isso, a Volkswagen, depois de juntar os cacos gigantes de sua estrutura, não podia mais errar. E não errar hoje no mercado mundial de veículos é produzir SUVs. A marca, que não tinha nenhum representante nos segmentos compacto e médio, agora terá nestes e em todos os outros. Pense em um segmento automotivo existente que o Grupo Volkswagen terá um SUV lá agora ou planejado para os próximos dois anos. Prova disso é o Lamborghini Urus.

Cinco SUVs estão para chegar para pagar a conta do Dieselgate

Tenho alguns nomes para você: Atlas, Tiguan Allspace, T-Cross, Tarek e T-Track. Guarde eles, porque são estes os novos utilitários que a Volkswagen vai lançar no Brasil até 2020. Sim, isso mesmo, cinco SUVs em praticamente todos os segmentos importantes do País. Assim, a VW, que ficou na terceira posição do ranking brasileiro de vendas em 2017,  já espera se manter à frente Fiat e ficar na segunda posição ainda este ano. E passar a Chevrolet em 2020. Com tantos SUVs assim na lista, eu não duvido.

Não vou explicar todos eles, nosso repórter José Antonio Leme já fez isso aqui. Mas queria falar especialmente de um, o T-Track. Ele virá para brigar com o Honda WR-V e também com os aventureiros como o Chevrolet Onix Active e o Ford Ka Freestyle, que também vem por aí.

Só que ele não será uma variação de carroceria ou um modelo mais intermediário, ele será mesmo um SUV pequeno, talvez o primeiro legítimo deste segmento, em desenho pelo menos. É isso que alguns executivos da marca afirmam que será o diferencial do carro. Junta-se isso ao excelente motor 1.0 Turbo da marca e surge aí um produto capaz de dominar o mercado de entrada.

No fim, então, fica a pergunta: terá sido o Dieselgate uma coisa boa para a Volkswagen, afinal?


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