Primeira Classe Rafaela Borges

Mandarin Oriental é o ícone do luxo em Londres

Em prédio de estilo vitoriano que era clube de cavalheiros, Mandarin Oriental Hyde Park mantém essência sofisticada ao longo das décadas

Mandarin Oriental Hyde Park em Londres
Mandarin Oriental Hyde Park Crédito: Fotos: Rafaela Borges e divulgação

O terceiro e último hotel da série sobre Londres é o Mandarin Oriental Hyde Park. Imagine um prédio de estilo vitoriano. Dentro dele, dois restaurantes de chefs estrelados. No entorno, de um lado, um dos parques mais lindos do mundo. Do outro, o paraíso das compras de luxo.

Agora feche os olhos e tente viajar no tempo. Pelos salões desse edifício, que surgiu no século 19, já dançaram as princesas Margareth e Elizabeth. Elizabeth, hoje também conhecida como rainha da Inglaterra. Winston Churchill, um dos heróis do século 20, passava sempre por ali, com seu inconfundível charuto entre os lábios.

O Mandarin Oriental Hyde Park é um ícone histórico de sofisticação na capital inglesa. E, ao longo dos séculos, não perdeu essa aura. Pelo contrário: a aprimorou. Nem dois incêndios, um deles bem recente, foram capazes de abalar essa estrutura.

 

Antes Hotel Hyde Park, o estabelecimento passou em 1996 à administração da rede de luxo asiática Mandarin Oriental. Desde então, atrai pessoas que fazem questão de experiências exclusivas – seja como hóspedes ou clientes de seus restaurantes, bares e spa.

Difícil, no caso desse hotel, é pensar em algo de que não gostei. Tudo ali é praticamente perfeito. Ponto a ponto, venha comigo descobrir o que faz do Mandarin Oriental, que passou por reformulação (quase pronta, mas ainda falta um pouco) em 2018, ser a referência de luxo na cidade que muitos consideram a capital do mundo – ideia que pode não agradar aos nova-iorquinos.

 

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Detalhes da experiência de hosoedagem no hotel mais luxuoso de Londres. Imagens produzidas com @samsungbrasil Galaxy S10+ Look by @fesh_oficial #mandarinoriental #londres #imAFan #samsung

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Localização

Se o Shangri-La fica em uma área de nova efervescência, e o Sofitel está no centro de tudo o que é mais importante para quem vai fazer turismo em Londres, o Mandarin Oriental é o epicentro de uma zona em que exclusividade é a palavra de ordem.

Vamos começar pelo Hyde Park, o imenso parque que começa, dependendo do ponto de vista, na balada Park Lane, e termina no Kensington Gardens – os jardins do Palácio que é uma espécie de condômino, no qual vivem Kate Middleton e Megan Markle com seus respectivos maridos, os príncipes, entre outros integrantes da família real.

Fachada a partir da Knightsbridge

 

O Mandarin está logo à frente do parque. É o único hotel de Londres com acesso praticamente direto a ele. Na rua calma entre o hotel e o Hyde Park, todos os dias, pontualmente às 10h30, passa o regimento da cavalaria, a caminho do Palácio de Buckingham para a troca de guarda. Uma tradição secular, como tantas na capital inglesa.

 

Confira as outras reportagens da série

 

 

Ao lado do Mandarin, que fica naquela que é hoje uma das ruas mais badaladas de Londres, Knightsbridge, está o One Hyde Park. O condomínio residencial inaugurado há pouco mais de cinco anos é um dos mais luxuosos do mundo.

O serviço no condomínio é fornecido pelo Mandarin. No térreo, há a concessionária da McLaren que, desconfio, é a que mais vende carros da marca inglesa do mundo.

Concessionária da McLaren ao lado do hotel

 

E há razões concretas para essa desconfiança que é quase uma certeza. Londres é considerada a capital mundial dos supercarros – à frente de Mônaco e Dubai. E é nas imediações de Knightsbridge o local que mais se vê, na capital inglesa, os automóveis mais exclusivos do mundo.

Compras de luxo

O Mandarin fica também a pouquíssimos passos dos dois mais exclusivos centros de compras da cidade: a loja Harrods e a rua Sloane. Ambas reúnem as mais importantes grifes do mundo.

Percorrendo a Sloane, não deixe de passar pelo Gloucester, que, como a própria inscrição central na porta diz, é o único pub dessa rua. O ambiente de pub tipicamente londrino destoa do ambiente altamente sofisticado de Knightsbridge, mas não se engane – o público, essencialmente britânico, é o típico dessa região da cidade.

 

Sobre as atrações turísticas, Buckingham está a menos de 1 km, ou a uma estação de metrô. A propósito, a estação Knightsbridge, ao lado do hotel, está em uma das principais linhas da cidade, a azul. Tem ligação direta, sem conexões, com o aeroporto de Heathrow.

Percorrendo o Hyde Park, você logo chega ao Palácio de Kesington. O bairro de Chelsea está também bem próximo do hotel, assim como alguns museus e restaurantes que estão entre os mais badalados da cidade.

Outro destaque da região é um dos museus de design e decoração mais importantes do mundo, Victoria and Albert Museum. Foi batizado em homenagem ao casal que revolucionou a história da arte e da arquitetura em Londres no século 19, entre outras realizações: a rainha Victoria e seu marido, Albert.

Knightsbridge é uma das ruas mais badaladas do mundo

 

Estilo e bares

Apesar da renovação, o Mandarin Oriental mantém sua essência, especialmente na entrada. Há um vestíbulo que dá acesso a uma escadaria. O salão escuro tem paredes de madeira e uma dominância de tons fortes, que remetem ao começo do século 20.

Quem vê o vestíbulo pode imaginar que vai encontrar essa temática nos demais ambientes do hotel. Mas se engana.

 

Ao subir as escadas, à direita há o eficiente balcão do serviço de concierge do hotel. À esquerda, a recepção cheia de elementos de decoração contemporâneos.

 

Mais resenhas de hotéis

 

Atrás da recepção há um dos mais tradicionais salões de chá de Londres, o Rosebery. Apesar de o horário do chá da tarde ser às 17h, o salão também funciona como bar. Bem iluminado e com música ambiente leve, reúne muitas pessoas durante todo o dia.

 

O Rosebery é a parte do Mandarin que mais fará você lembrar que, antes de hotel, o prédio dava lugar a um famoso clube de cavalheiros.

O hotel tem ainda o Mandarin Bar, para drinks à noite. Ali, o ambiente é moderno e a música ambiente, composta por vertentes leves da eletrônica. Fica aberto até 1 hora.

 

Restaurantes

O restaurante principal do Mandarin Oriental, Dinner by Heston, do badalado chef inglês Heston Blumenthal, é um dos mais sofisticados de Londres. Tem duas estrelas Michelin e está na lista dos 50 melhores do mundo da revista Restaurant.

Aqui, no entanto, talvez esteja uma das coisas que não gostei. O restaurante é o único ambiente do Mandarin Oriental que ainda não teve sua renovação concluída. Quando estive no hotel, exatamente na virada de agosto para setembro, ele estava fechado para a conclusão da reforma – prevista para este mês. Uma pena.

Em compensação, o Bar Boulud, mais casual, se mostrou uma ótima pedida gastronômica em Londres. Em um ambiente delicioso, com cozinha à mostra e um bar com balcão no centro, o simpático bistrô tem a assinatura de ninguém menos que Daniel Boulud.

Bar Boulud

 

O chef francês nascido em Lyon, capital mundial da gastronomia, acabou construindo sua maior glória em Nova York. Seu restaurante, Daniel, três estrelas no Guia Michelin, é um dos mais famosos do mundo.

Segundo a excelente equipe de atendimento do bistrô, o tartar lá servido – que experimentar e amei – segue a mesma receita do prato oferecido no Daniel.

O carro chefe da gastronomia no restaurante é a culinária francesa e, apesar de diversas opções convencionais, eu escolhi aquele que é o prato signature do Bar Boulud: o hambúrguer. O melhor que já experimentei? Forte candidato.

O bar do terraço

 

Na ausência do espaço de Blumenthal, o café da manhã também é servido no bistrô. O buffet contempla tradições de diversas partes do mundo e há muitas opções para quem tem restrições alimentares.

O Bar Boulud também é responsável pelo serviço do bar no terraço do hotel, com vista para o Hyde Park.

Chegada ao Mandarin Oriental

Chegamos ao hotel de táxi e nem vimos mais nossas malas até chegarmos ao quarto. Fomos recebidas por três adoráveis mensageiros, que nos levaram à recepção para o rápido check-in, no qual nos ofereceram água, sucos e toalhas umedecidas e odorizadas.

Como o quarto não estava pronto, fomos convidados a aguardar no Rosebery, para tomar um chá ou drink de cortesia. Meia hora depois fomos levados ao quarto pela mesma funcionária que fez nosso check-in, e o deslumbramento já começou nos corredores e hall de acesso aos elevadores.

 

Resenhas de classes executivas

 

 

Nos corredores, os destaques são fotos exclusivas de Mary McCartney, a filha de Paul. Talentosas, inclusive, as garotas do músico. Stella McCartney é hoje uma das estilistas mais badaladas do mundo.

Em todos os andares, o hall dos elevadores é um espetáculo à parte, com poltronas, mesas e lustres sofisticados.

Quarto

Fomos recebidos com mimos incríveis: garrafa de champagne Moet and Chandon – meu companheiro enquanto assistia, com transmissão incrível da Sky Sports F1, a vitória de Charles Leclerc no GP da Bélgica – e chocolates belgas.

 

O projeto do renovado Mandarin Oriental Hyde Park foi assinado pela designer inglesa Joyce Wang. O estilo contemporâneo sofisticado da decoração faz um casamento com elementos e escolas da primeira metade do século 20, especialmente a art deco – que se vê nas mesinhas de centro, por exemplo.

Nosso quarto era da categoria Hyde Park, com 36 metros quadrados e um pequeno hall de entrada – onde está o bar, máquina de café expresso, chaleira, etc.

 

O banheiro é todo revestido de mármore branco. Muito claro, iluminado, com amenidades da marca londrina Miller Harris, traz box grande, funcional e ducha com excelente pressão de água. Os espelhos têm contorno iluminado. Em nosso quarto, não havia banheira.

No quarto, se destacam a cobertura cinza nos painéis de parede, a escrivaninha coberta de couro e os belíssimos e sofisticados lustres de ônix. Poltrona e cortina são em tons claros de verde e rosa – essas cores podem variar de acordo com o quarto.

Atrás das cortinas blackout, um dos grandes destaques do Mandarin Oriental: a vista para o Hyde Park.

Entre as facilidades havia secador de cabelos com excelente potência – e até prancha, ou chapinha, de ótima qualidade -, tomadas e adaptadores por todos os cantos e um fofíssimo kit de papelaria (além de chinelos personalizados e roupão).

A cama é do tipo king, adaptável ao corpo, e há menu de travesseiros.

 

Destaques do serviço

Meu voo era tarde da noite. Como não havia disponibilidade de meu tipo de quarto para o dia da partida, fui transferida, após o meio dia, para outra categoria de apartamento, para que pudesse contar com a facilidade do late check out. Pude deixar o hotel no horário mais conveniente para mim – às 18h, seis horas após o horário de check out.

Todas as solicitações de serviços de quarto são atendidas em minutos. E, no momento de minha irmã e companheira de viagem ir embora – ela partiu horas antes de mim -, achou interessante ir de metrô, já que a linha da estação Knightsbridge dá acesso sem conexão a Heathrow.

 

Viagens de carro pelo mundo

 

Como a estação não tem nem elevadores nem escadas rolantes, um mensageiro do hotel prontamente se ofereceu para ajudá-la com as malas.

O serviço de concierge sempre tem dicas ótimas a oferecer. Além disso, conseguiu para mim reservas de última hora em restaurantes muito badalados da região.

Toda a experiência é fantástica. Uma pena ter sido apenas de um dia. Não deu tempo, por exemplo, de conhecer o renomado spa do Mandarin Oriental. O hotel deixou muito claro por que é ícone do luxo em uma das cidades mais luxuosas do mundo.

 

A série sobre Londres ainda não terminou. Em breve, você vai saber por que a cidade é a capital dos supercarros (e ver as supermáquinas que fotografei por lá). E ainda descobrir qual é a melhor maneira de se locomover em Londres.

GOSTEI

Decoração, gastronomia, serviços, amenidades e facilidades do quarto, proximidade do Hyde Park

NÃO GOSTEI

Não pude conhecer o badalado restaurante Dinner by Heston, fechado para conclusão de reforma.


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