Primeira Classe Rafaela Borges

Câmbio Powershift dá adeus ao Brasil

Câmbio Powershift, automatizado de duas embreagens, se mostrou uma verdadeira caixinha de problemas

Câmbio Powershift
Câmbio Powershift Crédito: Foto: Werther Santana/Estadão

O câmbio Powershift (caixa automatizada de duas embreagens da Ford) já deu muita dor de cabeça. E foi bem estranho, em 2017, a Ford ter escolhido mantê-lo na linha Fiesta (leia mais abaixo). Agora, essa transmissão parece que vai finalmente dizer adeus.

O câmbio Powershift não está mais disponível no Fiesta. Agora, o carro só traz transmissão manual. A versão sedã, por sua vez, deixou de ser oferecido.

O EcoSport abandonou o câmbio Powershift como parte das mudanças recebidas na linha 2017. No SUV, a transmissão automatizada foi substituída pela automática de seis velocidades.

Agora, só a linha Focus (hatch e sedã) mantém o câmbio Powershift. Mas a morte do médio já foi decretada pela Ford. .

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A produção da linha Focus já está em seus dias finais na Argentina. O modelo deixará de ser fabricado em maio. Para sempre (o carro também sairá de linha nos EUA).

O fim do Focus faz parte da nova estratégia global da Ford. O objetivo é priorizar SUVs e picapes, que são modelos bem mais rentáveis que hatches e sedãs.

O encerramento da oferta do Focus decretará o fim do câmbio Powershift no Brasil.

 

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A história do câmbio Powershift

Powershift é o nome da transmissão automatizada de duas embreagens da Ford. Grosso modo, esse tipo de caixa, chamada também de robotizada, é formada por um sistema idêntico ao do manual, porém seu acionamento e as trocas de marcha são feitas por meio de atuadores hidráulicos. O gerenciamento é eletrônico.

O câmbio Powershift passou a equipar a linha Fiesta vendida no Brasil em 2013. Na época, sua estreia foi muito festejada.

O câmbio de duas embreagens é um dos sistemas mais avançados do mercado. Há uma embreagem para as marchas pares e outras para as ímpares. Com isso, as trocas são feitas de forma mais rápida e com poucos trancos.

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Esse câmbio é “queridinho” da indústria alemã de carros de luxo e utilizado até em superesportivos. O da Porsche, por exemplo, é batizado de PDK.

O Volkswagen Golf e o Audi A3 Sedan importados tinham esse sistema. Quando os dois modelos passaram a ser feitos no Brasil, contudo, passaram a trazer câmbio automático convencional.

Celebrou-se bastante, portanto, quando o Fiesta – um hatch premium, mas ainda assim compacto – brasileiro passou a trazer essa tecnologia.

Problemas

Porém, o Powershift logo mostraria ser uma caixinha de problemas. Resumidamente, o sistema apresentava constante vibração, que a Ford não conseguia resolver.

Em casos mais graves, a transmissão chegava a travar. Para tentar recuperar a confiança do consumidor, a Ford aumentou a garantia do sistema para dez anos. Não adiantou. Ele já estava “queimado” no mercado brasileiro e mundial.

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O Fiesta e o câmbio Powershift

Depois da enxurrada de relatos de defeitos, ninguém entendeu por que a Ford decidiu manter esse câmbio no Fiesta reestilizado, que checou em 2017. Seria um tiro no pé?

No ano passado, foi vez de o Ka ganhar versão sem o terceiro pedal. Nada de Powershift. O subcompacto adotou um automático de seis marchas.

Ficou claro que a Ford estava deixando de apostar no Fiesta. E passando a investir no Ka para ser seu carro mais vendido sem pedal de embreagem.

Portanto, o fato de a Ford deixar de oferecer o Powershift definitivamente parece ser bastante lógico. O que surpreende é o Fiesta não ter mais câmbio automático, e o Ka sim.

Afinal, o Fiesta é um hatch premium, enquanto o Ka é um modelo de entrada. Surge então uma questão: será que o Fiesta tem futuro no Brasil? Suas vendas, se não empolgam, também não são irrelevantes.

No ano passado, o hatch somou 14.505 emplacamentos e foi o 49º carro mais vendido do Brasil. Além disso, o Fiesta é o representante da Ford em um segmento muito importante, que inclui os campeões de vendas VW Polo e Fiat Argo.

Nos EUA, o Fiesta não é mais vendido. Na Europa, por sua vez, o hatch é um dos carros mais vendidos. E no Brasil? O que vai acontecer?

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