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Os carros voadores são mesmo carros?

“Carros voadores” são totalmente diferentes das máquinas que conhecemos como “carro”, mas ganharam a atenção de fabricantes de automóveis, como Porsche e Hyundai

Bell
A fabricante de helicópteros Bell mostrou seu "carro voador" na CES, em Las Vegas Crédito: Bell/Divulgação

Aquela velha expressão usada a torto e a direito de que tal carro é tão rápido que “só falta voar” está prestes a perder o sentido. A julgar pelos anúncios de algumas fabricantes, os carros – ou uma derivação deles – estão prestes a levantar voo.

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Alguns sinais vieram da última edição da Consumer Electronis Show. Na maior feira de tecnologia do mundo, realizada no início do mês em Las Vegas, nos EUA, a Hyundai e a Bell (fabricante de helicópteros) mostraram protótipos de seus “carros voadores”. Aparentemente, a Porsche também pretende fazer mais do que veículos “que só faltam voar”. Em parceria com a Boeing, a fabricante alemã de automóveis esportivos pretende sair do chão.

Carros voadores deverão pousar e decolar na vertical

Em comum, o objetivo de todos os fabricantes é desenvolver máquinas de voo com motores elétricos capazes de fazer pouso e decolagem vertical. Mas isso não significa que será viável ter um desses na garagem. Ao menos não para a maioria dos mortais. A proposta é utilizar os aparelhos como táxis aéreos, ou veículos voadores por aplicativo. No caso da Hyundai, a parceira é a Uber.

A denominação genérica “carro voador” é normalmente associada a esse tipo de veículo porque ainda não há uma terminologia mais apropriada. Em inglês, tecnicamente equipamentos capazes de realizar pousos e decolagens verticais são designados pela sigla VTOL. Ela representa as iniciais de vertical takeoff and landing, ou decolagem e pouso vertical.

Aquela cena do antigo desenho “Os Jetsons” ainda deve continuar distante. O desenho que estreou nos anos 60 imaginava uma cidade do futuro com vários carros voadores cruzando os céus ao mesmo tempo. As inovações, ao menos inicialmente, não deverão ser acessíveis aos deslocamentos diários de uma família de classe média, como no desenho. A intenção da Porsche e da Boeing é desenvolver um aparelho destinado a cruzar o espaço aéreo de grandes cidades (ilustração abaixo).

O acabamento será de luxo e ele destina-se a usuários ricos. Por enquanto, as duas empresas apenas assinaram um acordo de intenção não exclusivo que prevê trabalho conjunto. Um estudo da Porsche Consulting de 2018 prevê que a “mobilidade urbana aérea” deverá se tornar realidade a partir de 2025.

Protótipo da Hyundai poderá alcançar 290 km/h

A sul-coreana Hyundai mostrou na CES, em parceria com a Uber, seu primeiro “carro voador”. O Urban Air Mobility (UAM) é uma espécie de cruzamento entre avião (caso das asas) e helicóptero (como as hélices). Com motor elétrico, ele tem autonomia estimada em 100 km, chega a 290 km/h de velocidade máxima e voa a 600 metros de altitude.

O UAM tem motores elétricos e diversas hélices menores (algumas na vertical e outras na horizontal). Com isso, de acordo com a Hyundai, ele será mais silencioso que os helicópteros atuais, que utilizam motor a combustão e uma grande hélice.

Inicialmente, o modelo prevê espaço para quatro ocupantes e piloto. Mas Hyundai e Uber estimam que no futuro a máquina não precisará de condutor humano.

O projeto será parte da divisão Elevate do Uber. Ele permitirá o uso do aparelho por aplicativo, como ocorre atualmente com veículos terrestres.



A fabricante de helicópteros Bell também pretende ser a “Uber dos céus”. A empresa norte-americana estima que 70% da população mundial irá morar em áreas urbanas em 2050. E prevê que a infra-estrutura atual não suportará a demanda por transportes.

O presidente da empresa, Mitch Snyder, apresentou o protótipo do veículo e também a tecnologia que, segundo ele, irá “revolucionar o transporte nas cidades”.

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