Vendas de carros na China estão despencando

Em maio, mercado da China caiu 16,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Esta é a 11ª queda mensal consecutiva

carros chineses
No ano passado, o mercado chinês fechou com 22,35 milhões de unidades vendidas, queda de 5,8% em relação a 2017. Para este ano, a expectativa é de nova redução. Crédito: Billy H.C. Kwok/The New York Times

Em maio, a China registrou a maior a queda de vendas de sua história, para o mês. A associação de fabricantes de automóveis da China (Caam, na sigla em inglês) revelou que as vendas no mês passado caíram 16,4% em relação ao mesmo mês do ano passado.

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Esta é a 11ª queda mensal consecutiva nas vendas no país asiático, que tem o maior mercado do mundo. A queda de maio foi registrada após o declínio de 14,6% em abril e 5,2% em março.

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No ano passado, a China registrou vendas de 22,35 milhões de automóveis, queda de 5,8% em relação a 2017. Para este ano, a expectativa é de nova redução.

Parte da culpa pela redução nas vendas pode ser creditada à desaceleração da economia chinesa, motivada pela recente guerra comercial com os Estados Unidos. Mas há também problemas internos.

China tem enfrentado problemas externos e internos

Segundo reportagem da agência Reuters, algumas províncias chinesas têm colocado em prática um programa de controle de emissões veiculares, batizado de “China VI”. De acordo com uma fonte da associação dos fabricantes chineses, o programa do governo está previsto para entrar em vigor no ano que vem, mas as províncias estão se adiantando às novas normas. A iniciativa pegou de surpresa alguns fabricantes.

Outra razão que pode ter contribuído para a queda de vendas é a diminuição no poder de compra da classe média-baixa. Há também a expectativa de parte da população de que o governo pode estar preparando medidas para incentivar a compra. Isso pode adiar a decisão do comprador.

Até mesmo a venda de veículos eletrificados (elétricos e híbridos) tem sentido reflexos da crise. Em maio, as vendas do segmento tiveram elevação de apenas 1,8%, o que representou um décimo dos 18,1% registrados em abril. Para os fabricantes, esse arrefecimento pode ser explicado pelo declínio nas vendas de veículos comerciais (como ônibus). Além disso, parte de interessados em automóveis eletrificados pode ter sido atraída pelos grandes descontos oferecidos por modelos a gasolina.

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