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Omoda e Jaecoo, da Chery, começam a vender em agosto no País
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Omoda e Jaecoo, da Chery, começam a vender em agosto no País

Concorrente de SUVs médios, Jaecoo 7 chega no último trimestre de 2024 ao Brasil, mas o luxuoso Jaecoo 8 será lançado só no começo de 2025

Vagner Aquino, especial para o Estadão

27 de abr, 2024 · 4 minutos de leitura.

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Jaecoo J7 Salão de Pequim
Jaecoo J7 é confirmado para o Brasil no Salão de Pequim
Crédito:Thais Villaça/Estadão

O Salão de Automóvel de Pequim, na China, está cheio de novidades. E muito do que vem sendo apresentado por lá interessa o mercado brasileiro. As marcas Omoda e Jaecoo – ambas pertencem à Chery -, por exemplo, que já confirmaram a venda de alguns modelos no Brasil. A chegada dos SUVs Jaecoo 7 e 8 já é dada como certa pela fabricante chinesa, que anunciou sua vinda ao País no fim de 2023. A estreia de ambos está agenda entre o último trimestre deste ano e março de 2025, respectivamente.



A princípio, cabe recordar que o SUV-cupê Omoda 5 já havia sido confirmado também para o final do terceiro trimestre de 2024. O modelo virá em duas versões híbridas leves (Luxury e Prestige). Ademais, terá uma configuração topo de linha, que chega em setembro, com propulsão 100% elétrica, denominada E5. A ideia é concorrer (e ser mais barato) que outros conterrâneos de BYD e GWM, por exemplo.

Omoda 5 Salão de Pequim
Omoda 5 (Thais Villaça/Estadão)

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Em relação a motorização, o elétrico tem 204 cv e 34,7 mkgf de torque. As baterias de 61 kWh rendem autonomia de 450 km, de acordo com o ciclo europeu WLTP. A versão híbrida leve, no entanto, leva o mesmo conjunto mecânico do Caoa Chery Tiggo 7. Portanto, motor 1.5 turboflex de 160 cv e 25,5 mkgf atrelado a uma bateria de 48V.

O plano de Omoda e Jaecoo para o mercado brasileiro contempla o lançamento de oito a dez modelos entre as duas marcas até o fim de 2026. Enquanto a Omoda (que tem a meta de alcançar 40 mercados ainda neste ano) concentra-se em SUVs-cupês de uso urbano, com apelo esportivo, a Jaecoo (chegará a 25 países) trabalha com veículos de uso fora de estrada.

Jaecoo J8 Salão de Pequim
Jaecoo 8 chama-se J8, na China (Thais Villaça/Estadão)

Qual o porte do Jaecoo 7 e 8?

Os modelos da Jaecoo que serão lançados no Brasil apresentam dimensões maiores em relação ao Omoda 5, e ambos estarão disponíveis em versões híbridas plug-in (provavelmente, motor o combustão é turbinado e tem 1,5 litro, além de dois elétricos). O Jaecoo 7 tem porte de SUV médio, como o Jeep Compass e, portanto, mede 4,50 metros de comprimento, 1,68 metro de altura, 1,87 m de largura, 2,67 m de entre-eixos. O Jaecoo 8, no entanto, tem seis lugares e proposta próxima à Land Rover. De acordo com a marca, o grandalhão mede, respectivamente, 4,82 m, 1,70 m, 1,93 m e 2,82 m.

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Carros elétricos estimulam busca por fontes de energia renovável

Energia fornecida pelo sol e pelos ventos é uma solução viável para abastecer veículos modernos

19 de mai, 2024 · 2 minutos de leitura.

eletromobilidade é uma realidade na indústria automotiva e o crescimento da frota de carros movidos a bateria traz à tona um tema importante: a necessidade de gerar energia elétrica em alta escala por meio de fontes limpas e renováveis. 

“A mobilidade elétrica é uma alternativa para melhorar a eficiência energética no transporte e para a integração com as energias renováveis”, afirma Fábio Delatore, professor de Engenharia Elétrica da Fundação Educacional Inaciana (FEI).

O Brasil é privilegiado em termos de abundância de fontes renováveis, como, por exemplo, a energia solar e a eólica. “É uma boa notícia para a transição energética, quando se trata da expansão de infraestrutura de recarga para veículos elétricos”, diz o professor. 

Impacto pequeno

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Brasil tem condições de mudar sua matriz energética – o conjunto de fontes de energia disponíveis – até 2029. Isso reduziria a dependência de hidrelétricas e aumentaria a participação das fontes eólicas e solar.

Mesmo assim, numa projeção de que os veículos elétricos poderão representar entre 4% e 10% da frota brasileira em 2030, estudos da CPFL Energia preveem que o acréscimo no consumo de energia ficaria entre 0,6% e 1,6%. Ou seja: os impactos seriam insignificantes. Não precisaríamos de novos investimentos para atender à demanda.

Entretanto, a chegada dos veículos elétricos torna plenamente viável a sinergia com outras fontes renováveis, disponíveis em abundância no País. “As energias solar e eólica são intermitentes e geram energia de forma uniforme ao longo do dia”, diz o professor. “A eletromobilidade abre uma perspectiva interessante nessa discussão.”

Incentivo à energia eólica

Um bom exemplo vem do Texas (Estados Unidos), onde a concessionária de energia criou uma rede de estações de recarga para veículos elétricos alimentada por usinas eólicas. O consumidor paga um valor mensal de US$ 4 para ter acesso ilimitado aos 800 pontos da rede. 

Segundo Delatore, painéis fotovoltaicos podem, inclusive, ser instalados diretamente nos locais onde estão os pontos de recarga

“A eletrificação da frota brasileira deveria ser incentivada, por causa das fontes limpas e renováveis existentes no País. Cerca de 60% da eletricidade nacional vem das hidrelétricas, ao passo que, na Região Nordeste, 89% da energia tem origem eólica.”

Híbridos no contexto

Contudo, a utilização de fontes renováveis não se restringe aos carros 100% elétricos. Os modelos híbridos também se enquadram nesse cenário. 

Um estudo do periódico científico Energy for Sustainable Development fala das vantagens dos híbridos, ao afirmar que suas emissões de gases de efeito estufa são inferiores às do veículo puramente elétrico.

“Os veículos híbridos possuem baterias menores, com proporcional redução das emissões de poluentes. Essas baterias reduzem o impacto ambiental da mineração dos componentes necessários à sua fabricação. Os resultados demonstram que a associação de baterias de veículo que usam biocombustíveis tem efeito sinérgico mais positivo”, conclui o documento.