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Novo Hyundai Creta fica mais caro um mês após lançamento; veja os preços

Versão topo de linha Ultimate 2.0 do novo Hyundai Creta sobe até R$ 11.500 em São Paulo com o ICMS maior, e preço vai a R$ 158.490

Vagner Aquino, especial para o Jornal do Carro

14 de out, 2021 · 5 minutos de leitura.

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Novo Hyundai Creta estreou no Brasil no fim de agosto com visual polêmico e motor 1.0 turbo flexível de 120 cv usado no HB20
Crédito:Vagner Aquino/Jornal do Carro

Com suspense em torno da versão brasileira, o novo Hyundai Creta demorou a chegar por aqui. Em contrapartida, o que não demorou nada foi o aumento de preços. O SUV sequer chegou a completar dois meses da abertura das pré-vendas e já está mais caro. Os preços estão até R$ 6 mil mais salgados na versão topo de linha. Em São Paulo, onde o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é mais alto, o encarecimento chega a gritantes R$ 11.500.

Assim como praticamente todos os carros vendidos em solo nacional, a alta de preços atinge a gama em geral. De acordo com a tabela da Hyundai Motor Brasil de outubro, o modelo - lançado há um mês - parte de R$ 109.990 na versão de entrada Comfort. Reajuste de R$ 2.500 ante os R$ 107.490 pedidos no início das vendas, iniciadas em 25 de agosto.

As demais configurações da gama também ficaram R$ 2.500 mais caras, salvo o modelo topo de linha Ultimate. Agora, R$ 6.000 mais caro, o SUV completaço (e único com motor 2.0) sai por R$ 152.990. Mas, se a compra for em São Paulo, o montante pula para R$ 158.490.

Hyundai
Vagner Aquino/Estadão

Cabe salientar que o modelo antigo continua em cena. Dotado, no entanto, de motor 1.6 Flex (128 cv de potência). O visual e a mecânica são da década passada, mas nem por isso, a variante passou ilesa pelo aumento. A configuração Action pulou de R$ 96.490 para R$ 100.990 após o reajuste de R$ 4.500. É a única em que o preço é mesmo no Estado de São Paulo.

Confira os preços do Hyundai Creta 2022:

Action (versão antiga) - de R$ 96.490 para R$ 100.990
Comfort - de R$ 107.490 para R$ 109.990 (R$ 113.790 em SP)
Limited - de R$ 120.490 para R$ 122.990 (R$ 127.290 em SP)
Platinum - de R$ 135.490 para R$ 137.990 (R$ 142.790 em SP)
Ultimate - de R$ 146.990 para R$ 152.990 (R$ 158.490 em SP)



Detalhes

Hyundai/Divulgação

A princípio, o SUV deu as caras no Brasil em 2016. Entretanto, na nova geração, recebeu atualização profunda. Mesmo mantendo plataforma, o Creta mudou desde o visual até o acabamento e a lista de equipamentos. A mecânica, todavia, também é nova com a estreia do motor 1.0 Turbo GDI de 120 cv de potência nas versões Comfort, Limited e Platinum. Também usado no HB20, o propulsor desenvolve 17,5 mkgf de torque, disponíveis a 1.500 rpm.

De acordo com números da Fenabrave, associação que reúne os concessionários do País, o Creta figurou entre os dez mais vendidos da lista de automóveis e comerciais leves de setembro. Ficou na 8ª posição, com 4.550 unidades emplacadas. No respectivo mês, perdeu apenas para Jeep Compass (6.823) e Volkswagen T-Cross (5.733). No segmento de SUVs, é o terceiro do ranking, e abocanha 10% de participação.

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Perder estabilidade ou conforto na hora de dirigir não é normal

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O motorista deve ficar atento ao comportamento do carro. Em caso de perda da estabilidade ou do conforto do veículo, é importante procurar um especialista, a fim de avaliar se o amortecedor ou outro componente da suspensão precisa ser substituído. 

O desgaste é detectado por meio de equipamentos apropriados, como o shocktester, que avalia a função de amortecimento da peça. Se chegou o momento de substituí-la, o ideal é fazê-lo aos pares. “Trocar uma só pode causar o desequilíbrio entre as rodas do mesmo eixo, prejudicando a dirigibilidade”, destaca Rubens Fagundes, assistente técnico da Cofap.

Mesmo que o motorista adote uma condução cuidadosa, sem impactos contra buracos, lombadas e guias, evitando acelerações e freadas bruscas, o ideal é realizar inspeções periódicas na suspensão a cada 5 mil quilômetros ou de acordo com o indicado no manual do proprietário. 

“Não se pode esquecer a manutenção preventiva da suspensão. Afinal, da mesma forma que um amortecedor com falha reduz a vida de outros elementos, o contrário também acontece”, afirma Fagundes. “Componentes da suspensão deteriorados diminuem a vida do amortecedor, que acaba trabalhando em condições desfavoráveis.”

Não confie nos amortecedores recondicionados

Outra medida é não alterar as condições originais da suspensão, modificando seus elementos para rebaixar ou elevar o veículo. 

Ao providenciar a reposição, não confie em recondicionados. As partes internas e o óleo são especialmente desenvolvidos para a fabricação dos amortecedores seguindo rígidas especificações e não estão disponíveis para venda no mercado. 

“Se um amortecedor perdeu eficiência, não dá para recondicioná-lo. Para isso, seria necessário abri-lo, identificar e trocar os componentes internos desgastados por peças originais e fechá-lo de modo correto e seguro”, explica o especialista. “Os recondicionadores não têm condição técnica de executar todas essas etapas.”

Lembre-se dos seguintes pontos ao trocar o amortecedor:

1 – O desgaste no amortecedor é detectado por equipamentos apropriados.

2 – O ideal é substituir os amortecedores aos pares.

3 – Não confie em amortecedores recondicionados.

4 – Fique atento ao entorno: outros componentes deteriorados prejudicam o amortecedor.